sábado, 20 de dezembro de 2008

A grandeza da gratidão



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Escrito por WALMIR VIEIRA
14-Dec-2008

“A gratidão é a memória do coração” (Lydia Child). Um coração sensível e bom não se esquece de agradecer. Um coração agradecido vê a vida e tudo que tem como um presente. Tem sensibilidade para enxergar a vida como um milagre. A gratidão é a virtude mais importante da vida.

Toda a Bíblia nos ensina a agradecer, a sermos gratos, a louvar a Deus pelos seus feitos em nossa vida. Mas, o texto clássico a respeito da gratidão é, sem dúvida, Lucas 17.11-19 que apresenta o milagre da cura dos dez leprosos e o extraordinário exemplo do samaritano que sozinho voltou para agradecer a Jesus. A narrativa vai nos ensinar 10 princípios que apontarão a grandeza da gratidão. Esses conceitos nos ajudam a sermos pessoas melhores e servem tanto para enriquecer o nosso relacionamento com as pessoas ao nosso redor como, principalmente, com Deus.


1. A GRATIDÃO ALEGRA O CORAÇÃO

Alegra o coração do abençoado e do abençoador. Quanto mais demonstrarmos gratidão mais alegres ficamos com a bênção recebida, mais a valorizamos e mais contagiamos os outros com nossa atitude. O contrário também é verdadeiro. A ingratidão entristece, fere, traz decepção e frustração.

Podemos perceber isso nas palavras de Jesus: “não eram dez os que foram curados? Onde estão os nove? Não houve, porventura, quem voltasse para dar glórias a Deus senão este estrangeiro?”. Se nós, seres humanos, nos magoamos com a falta de gratidão das pessoas que de alguma maneira ajudamos, apoiamos ou por quem nos sacrificamos, imagine o sentimento de Deus. “Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus, em Cristo Jesus, para convosco” (1Ts 5.18). A ingratidão machuca o coração do Pai e do Filho. As manifestações de reconhecimento, as expressões de agradecimento, as ações de graça alegram ao Senhor e tornam o abençoado ainda mais feliz. É impossível ser grato e infeliz ao mesmo tempo. Mas, por incrível que pareça, a gratidão é rara.


2. A GRATIDÃO É MAIS DIFÍCIL DE ENCONTRAR DO QUE A FÉ

O grande problema das pessoas do mundo é a falta de reconhecimento de que estão debaixo da graça e misericórdia de Deus. Se tivessem plena consciência disso haveria mais adoração e ações de graça. Hoje, as igrejas pregam mais a necessidade da fé (fé para receber milagres) do que da gratidão. Por isso, é mais fácil encontrar fé do que gratidão nelas. Na cura dos dez leprosos, os dez receberam a ordem de Jesus para irem se apresentar aos sacerdotes, conforme orientação pormenorizada do assunto em Levítico 13 e 14. Os sacerdotes eram também uma espécie de fiscais de saúde que isolavam (baniam) os que tinham lepra (ou qualquer outra doença de pele, pela dificuldade da época de se diagnosticar com precisão o que era ou não lepra) e reintegravam ao convívio social os que se apresentassem curados. Só em 1874 é que o médico norueguês Gerard Hansei isolou a bactéria causadora da lepra, morféia ou hanseníase. Os leprosos atenderam a ordem de Jesus. Foram sem nenhuma garantia: só mediante a fé e a obediência. O texto diz que enquanto caminhavam iam ficando curados, limpos da enfermidade.

Um deles, o samaritano, parou, viu seu milagre e decidiu voltar para agradecer. Dez creram, mas só um voltou para agradecer. Dez tiveram fé e apenas um gratidão. 100% de fé e 10% de gratidão. Vivemos um déficit de gratidão e isso está afetando a vida cristã de muitos. Não estou dizendo que este tipo de fé não seja importante. É, mas existe na Bíblia vários tipos de fé. E existe distinção entre fé e fé de qualidade.


3. A GRATIDÃO É QUE REVELA A FÉ ESSENCIAL

O que diferencia a fé do samaritano e a fé dos outros nove é a sua qualidade superior. Sua fé gerou gratidão. A gratidão é a evidência de uma fé de qualidade. O reconhecimento o levou a passar do primeiro estágio da fé para o segundo estágio. A Bíblia fala de alguns tipos de fé. Dois deles são: a fé como dom espiritual (1Co 12.9) e a fé salvadora (Ef 2.8). Uma é para o exercício do ministério e outra para a salvação. Ambas são dadas pelo Espírito Santo. Uma é um carisma: a fé que remove montanhas, que vê o invisível, que crê no incrível e faz o impossível. A outra é a fé em Cristo como Senhor e Salvador que leva ao arrependimento e traz perdão. A fé como um dom espiritual não se sustenta se não for confirmada pela fé salvadora. E qualquer tipo de fé (também a fé cristã, como doutrina, conforme Efésios 4.5 e fé como fidelidade conforme Colossenses 1.4) sem gratidão, se enfraquece e é efêmera.

Os dez tiveram o dom da fé, mas, para os nove, ela se evaporou. Só foi suficiente para receberem a cura. Só tinha combustível para chegar até aos sacerdotes. O samaritano que voltou, movido pela gratidão, recebeu a fé essencial: a fé salvadora. A ele Jesus disse: “Levanta-te e vai, a tua fé te salvou”. Os outros foram curados do corpo, mas não da alma. Ele foi curado do corpo e da alma. Os outros foram inseridos na sociedade, ele foi inserido também no Reino de Deus. Os outros foram curados, mas morrerão eternamente. Ele foi curado, e viverá eternamente. A gratidão é que dá sustentação a uma fé que faz diferença. Quando olhamos para o Calvário, quando olhamos para nossa condição de redimido, livres do inferno e com os nossos pecados perdoados é impossível não ser grato. A gratidão é produto da humildade.


4. A GRATIDÃO É O SENTIMENTO DO CORAÇÃO QUE NÃO SE ACHA DIGNO DA BÊNÇÃO

Nós só nos sentimos gratos na medida em que não nos sentimos merecedores da bênção. Quando temos a consciência de que não temos direitos ou méritos para receber um favor divino ou humano nosso coração fica agradecido. Alguns se acham privilegiados, distintos dos outros, ocupantes de um lugar de honra neste mundo e, portanto, merecedores de tudo que é bom, de todas as regalias do mundo. Esses não agüentam as provações e não demonstram gratidão diante das bênçãos.

Viver é um privilégio divino. Alguém disse que “agradecer é bom, mas viver agradecido é melhor”. Mais do que agradecer por algo que se recebe, o cristão deveria viver agradecido, em permanente estado de gratidão, reconhecido de que vive debaixo da graça maravilhosa do Pai celeste. Somos frutos da misericórdia de Deus e sempre devedores dele.

O samaritano voltou porque não se sentiu digno da bênção. Ele não era do povo escolhido. Ele não era judeu. Era desprezado como uma raça de segunda linha. Ele reconhecia que não tinha direito e o que recebeu foi um favor muito especial. Tinha que voltar. Ao contrário, os outros nove talvez julgassem serem merecedores da bênção. Eram judeus genuínos, do povo de Deus, destinatários das promessas. Se julgo que mereço, por me julgar alguém especial, a bênção é algo que eu deveria receber naturalmente. Para que agradecer?


5. A DOR E A FÉ PODEM NOS UNIR, MAS A GRATIDÃO É QUE NOS DIFERENCIA EM QUALIDADE

O sofrimento une as pessoas mais que a alegria. “Chorai com os que choram” (Rm 12.15). Os seres humanos têm a tendência de serem sensíveis à dor das pessoas e chorar com elas. Numa catástrofe as pessoas esquecem um pouco de suas diferenças. Também os animais, antes inimigos naturais, num incêndio ou enchente na floresta, correm juntos em busca de salvação.

A fé também é capaz de levar as pessoas a fazerem muitas coisas juntas. Em nome da fé cristã, caminhamos unidos, aceitamos algumas diferenças e somos tolerantes, especialmente quando elegemos ou temos um inimigo comum ou quando a necessidade é igual a todos. Nesses momentos todos se unem.

A diferença se revelará na gratidão, no momento quando tudo se acalma, quando a bênção e a alegria chegam. A fé de qualidade evidenciará gratidão. A fé de pouca qualidade voltará à sua pequenez, às picuinhas religiosas ou culturais.

Os dez leprosos estavam unidos na dor. Clamaram juntos (o coro dos desesperados): “Jesus, Mestre, compadece-te de nós”. Creram juntos e “foram os dez andando”. Mas, depois de curados só um revelou a qualidade de sua fé por causa de sua gratidão. Alguém disse: “Quando beberes água, lembra-te da fonte”. O samaritano lembrou da fonte. Os outros nove (israelitas) não se lembraram dela. Talvez estivessem até satisfeitos com a volta do samaritano. Agora não precisariam mais se misturar com alguém de outra raça. Paulo nos exorta: “Alegrai-vos com os que se alegram” (Rm 12.15). Choraram juntos, mas não foram capazes de se alegrarem juntos. A gratidão não tem pátria.

WALMIR VIEIRA
CLIC (Centro de Liderança Cristã Criativa), pastor interino da IB Cidade Jardim, Belo Horizonte (MG)
clicwv@hotmail.com

EXTRAÍDO DE: www.ojornalbatista.com.br

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Tropeço e restauração



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Escrito por MANOEL DE JESUS THÉ
14-Dec-2008

Naquele dia, o rei levantou bem tarde. Resolveu dar um tempo para si. Aliás, ninguém é de ferro. Além disso, embora o país estivesse em guerra, os fiéis oficiais não o deixariam sem notícias. Ele sabia tudo que acontecia na frente da batalha.

Lá pelo meio-dia, resolve contemplar a bela paisagem que o terraço do seu palácio oferecia. Mas, “O que é aquilo?” Deve ter se perguntado. “Não é, por acaso, uma bela mulher banhando-se?” O resto da história, todo mundo sabe. Bem diz um ditado: “o diabo ensina a pecar, mas não ensina a esconder”.

Agora, após a dura lição, ele nos passa um segredo: “Pela manhã, ouvirás minha voz, ó Senhor; pela manhã, me apresentarei a ti, e vigiarei”. A seguir, ele explica o que o leva a orar assim: “Porque Tu não és um Deus que tenha prazer na iniqüidade, nem contigo habitará o mal”.

Davi agora já sabe que os humanos têm prazer na iniqüidade e ele era um humano. Durante o dia, muitas serão as oportunidades de praticar o mal. Deus não tem prazer na iniqüidade, mas Davi bem sabia que os homens têm.

Estamos andando através do Salmo 5. Se Davi naquele dia tão infeliz tivesse feito o que ele faz neste Salmo, jamais teria vivido aquele dia de trevas. É bem provável que ele estivesse escrevendo tendo aquele fatídico dia na memória. No verso 8 ele ora: “Senhor, guia-me na tua justiça, por causa dos meus inimigos; aplaina diante de mim o teu caminho”. Vivendo a experiência de muitos dias iniciados assim, ele festeja dizendo: “Mas, alegrem-se todos os que confiam em Ti... e em Ti se gloriem os que amam o teu nome”. Que dias gloriosos ele viveu depois da terrível experiência! E o que tornou possível viver dias gloriosos? Foi tratar do perigo bem de manhã. Clamava a Deus que o livrasse da iniqüidade. Busca ao Senhor logo pela manhã. Reconhece o perigo de começar o dia sem buscar a presença do Senhor.

Naquele dia em que ele deu um tempo a si, em vez de, pela manhã, buscar a Deus, Davi teve um tropeço. Ele teve prazer na iniqüidade. Ele percebeu que esse prazer morava no seu coração. Agora, logo de manhã ele busca a Deus, e pede ajuda para enfrentar esse prazer. Que proveitosa lição ele nos deixa! Logo pela manhã, clame ao Senhor para livrá-lo, para depois dizer o que Davi diz no verso 7: “Mas eu entrarei em tua casa pela grandeza de tua benignidade; e em teu santo temor me inclinarei para o teu santo templo”. Ele agora vive dias de restauração. Vamos imitar o rei Davi?

MANOEL DE JESUS THÉ

Pastor da IB Ebenézer, São Paulo (SP)

pastorthe@ibesp.org.br

EXTRAÍDO DE: www.ojornalbatista.com.br

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Billy Graham fez 90 anos



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Escrito por FERNANDO ASCENSO
12-Dec-2008

O evangelista Billy Graham celebrou os seus 90 anos de idade no passado dia 7 de novembro de 2008. Desde a sua cruzada em Los Angeles, em 1949, Billy Graham tornou-se uma figura pública tendo pregado o Evangelho ao vivo a cerca de 215 milhões de pessoas em mais de 185 países e territórios, incluindo Mission World and Global Mission, via satélite. Televisão, filmes, vídeos e internet têm permitido ao evangelista chegar ainda a centenas de milhões de pessoas.

Nasceu a 7 de novembro de 1918, em Charlotte, Carolina do Norte, nos Estados Unidos da América, quatro dias antes do Armistício que marcou o fim da I Guerra Mundial. Aos 16 anos fez o seu compromisso pessoal com Jesus Cristo através do ministério do evangelista itinerante Mordecai Han, que estava de visita a Charlotte. Estudou no Florida Bible Institute e graduou-se no Wheaton College. Casou com a colega de estudos Ruth Bell, filha de um missionário cirurgião, que passara os seus primeiros anos na China. Foi pastor de uma igreja local e mais tarde evangelista com a Mocidade para Cristo, um movimento fundado para ministrar aos jovens e soldados durante a II Guerra Mundial.

Em 1957, Billy Graham fundou a Associação Evangelística Billy Graham (BGEA) que durante estes anos tem conduzido ministérios de evangelização mundial através de inúmeras campanhas em grandes auditórios, do programa de rádio semanal A Hora da Decisão, de programas especiais de televisão, da coluna “A Minha Resposta” numa variedade de jornais, da revista Decisão com uma tiragem de 600 mil exemplares assim como de 127 filmes, traduzidos para 38 línguas e que terão sido vistos por mais de 250 milhões de pessoas. Estes programas de comunicação de massas são articulados com um meticuloso programa de comunicação interpessoal envolvendo conselheiros preparados assim como a mobilização das igrejas locais que promovem as iniciativas e integram os novos crentes.

Escreveu 27 livros, muitos deles best-sellers. Como Nascer de Novo (1977) teve 800 mil exemplares na primeira edição, Anjos, Agentes Secretos de Deus (1975) vendeu um milhão em 90 dias, Jesus e a Geração Jovem (1971) vendeu 200 mil exemplares em duas semanas.

A relevância do seu apelo está evidente no fato de ter testemunhado a líderes mundiais, aconselhado presidentes e ter sido honrado por vários graus e doutoramentos honoris causa.

Billy Graham esteve na origem de várias iniciativas internacionais visando à mobilização para a evangelização, nomeadamente o World Congress on Evangelism (Berlim, 1966) e o International Congress on World Evangelization (Lausanne, 1974) que daria origem ao Pacto de Lausanne, uma afirmação do compromisso espiritual, teológico e missiológico reconhecida hoje por muitas igrejas e movimentos evangélicos. A BGEA promoveu também a International Conference for Itinerant Evangelists, em 1983 e em 1986 e a World Conference for Evangelists – Amsterdam 2000, todas nesta cidade, e através das quais o veterano pregador procurou partilhar com milhares de pregadores de todo o mundo a sua paixão pela pregação bíblica.

Billy e Ruth Graham tiveram três filhas e dois filhos. Ruth faleceu em 2007.

Franklin Graham, um dos filhos do casal, é o atual presidente da Associação Evangelística Billy Graham e prossegue o movimento de evangelização em colaboração com as igrejas locais, nos vários continentes. A BGEA integra também a Samaritan´s Purse, um ministério de assistência em situações de pobreza e catástrofe, bem como de socorro médico. A filha Anne Graham Lotz é presidente de AnGeL Ministries, um ministério de exposição da Palavra.

O evangelista Billy Graham tem obedecido literalmente à ordem de Jesus, em Marcos 16.15: “Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda a criatura.” Nas suas palavras “o meu propósito na vida é ajudar as pessoas a encontrarem um relacionamento pessoal com Deus, que, creio, vem através de Cristo.”

FERNANDO ASCENSO

Queluz, Portugal


EXTRAÍDO DE: www.ojornalbatista.com.br

Foi apenas um sonho...



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Escrito por ENÉAS S. MENEZES
15-Dec-2008

Não que dê crédito a sonhos, mas este me fez pensar, porque seu objeto foi a Escola Bíblica do Ar, por todos conhecida e amada, tendo em vista seu escopo missionário e espiritual. E isto, por causa da visão de seu fundador, pr. David Gomes, há mais de 60 anos.

Vamos ao brevíssimo sonho. Examino um dos jornais, não sei se denominacional ou secular. De repente, em destaque, vejo a manchete: “Avisamos aos nossos alunos, ouvintes e colaboradores que em breve serão reiniciadas as atividades da Escola Bíblica do Ar”. Logo depois, acordei.

Mas não peguei logo no sono. Comecei a pensar na história da organização. Seu início humilde... aquela oferta de apenas 5 cruzeiros, produto da venda de ovos que uma ouvinte trouxe ao escritório... a expansão do programa... os testemunhos de líderes em forma de artigos nos jornais, revistas, além, da palavra pessoal de um verdadeiro contingente de amigos e apoiadores da obra... Pensei naqueles pacotes de correspondência que o diretor trazia do Correio com um sorriso nos lábios e uma esperança no coração... Lembrei-me de um artigo escrito em A Voz da Escola Bíblica do Ar, intitulado: “Construindo para a Eternidade”, no qual alguns dos ideais da organização eram colocados nas mãos de Deus... Logo depois, pensei no Acampamento da Fé Monte Moriá e seus banquetes espirituais, através das memoráveis reuniões que ali se realizam, a ponto de levar muitos de seus freqüentadores a conhecer a real vontade de Deus para suas vidas... Outras conquistas da EBAR começaram a fervilhar em minha mente: as mensagens bíblicas radiofônicas... os cursos bíblicos por escrito que entram em lares, cadeias, hospitais etc. Seus livros bem escritos para dar nova esperança de vida e inspiração aos seus milhares de leitores...


POR QUE A EBAR NÃO PODE PARAR?

Primeiro, por causa do caráter contínuo da instituição. Durante as seis décadas de sua existência a obra nunca cessou suas atividades, como o sonho, infelizmente, me fez concluir. Houve, sim, momentos de perplexidade. Se um contrato radiofônico sofria aumento tão grande que nossos recursos não podiam cobri-lo, tínhamos que procurar outra emissora que cobrasse menos. Mas a mensagem prosseguia. Sou testemunha disso: Aos 20 anos fui convidado a colaborar com a EBAR. Aos 50 saí de lá, aposentado. Assisti a muitas lutas com Deus, mas não desistência, pois queríamos dizer sempre que “o sol nunca se põe sem que subam aos céus do Brasil as mensagens de Deus pela EBAR”.

Segundo, por causa do apoio de amigos e mantenedores da obra. Lutas pela sobrevivência da obra de Deus foram muitas e desafiadoras. Não é novidade para quem conheceu no passado e conhece no presente este trabalho, dizer que a oração tem sido a mola-mestra da obra. E como resposta às orações, Deus tem levantado aqueles que simpatizam com a instituição e reconhecem-na como vinda de Deus. Como dizia o diretor: “Enquanto distribuímos o Pão da Vida, o Senhor nos abençoa com o sustento material”, porque era grande o contingente dos que ajudavam e diziam a Deus: “Senhor, a obra é tua!”

Certa vez o funcionário saiu do escritório com o cheque do valor da folha de pagamento daquele mês para descontá-lo. Após sair do banco com valor significativo, foi assaltado. Ninguém recebeu salário naquele dia. Mas as orações bateram às portas do Céu e, no dia seguinte, já tínhamos o dinheiro dos funcionários, vindo de dadivosas e amorosas mãos.


NOSSO ANELO E ORAÇÃO CONSTANTE

Que haja por parte dos que no passado amaram e prosseguem amando a Escola Bíblica do Ar um empenho maior no sentido de ajudá-la com ofertas mensais pessoais e contínuas. Sejam nossos mantenedores. Isto pode incluir, perfeitamente, igrejas cujos membros têm sido ajudados pela EBAR no seu crescimento bíblico e espiritual. Também pequenas e grandes empresas podem ajudar para que esta mensagem continue no ar e nos lares.

Que mais caravanas se façam presentes em nosso Acampamento da Fé Monte Moriá, pois é outra forma de ajuda à EBAR. Garantimos que é certo o retorno em vitórias espirituais a todos que o visitam.

Que haja por parte daqueles que apreciam a boa leitura interesse em adquirir os livros da Editora Ebar, cuja relação está sempre em seu site ou pode ser encontrada em sua sede e em publicações diversas.

Acima de tudo, que haja, a partir do amigo leitor, um desejo maior de orar pela EBAR, levando também sua igreja, nos cultos regulares, a orar por ela, bem assim seus familiares e colegas.

Então, sim, o milagre da sobrevivência da instituição vai continuar e não vou mais ter o sonho da paralisação, ainda que temporária, deste trabalho. E, se tiver, direi: Foi apenas um sonho...

ENÉAS S. MENEZES

Pastor

EXTRAÍDO DE: www.ojornalbatista.com.br

O pior negócio



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Escrito por NILSON DIMARZIO
15-Dec-2008
“Pois que aproveitará ao homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” – Mateus 16.26

No mundo dos negócios podemos ser bem ou malsucedidos. Ninguém quer negociar para perder. Às vezes, um negócio que a priori nos parece bom pode, depois, nos trazer enorme prejuízo.

Mas, o pior negócio não é aquele em que se perde dinheiro ou bens materiais, mas aquele em que se perdem valores morais e espirituais.

O Diabo é o mais astuto e enganador negociante. Suas propostas visam sempre ao nosso prejuízo, pois o seu propósito é sempre roubar, matar e destruir. Haja vista o que aconteceu a Adão e Eva. O prejuízo foi grande ao negociar com o Maligno, vez que este lhes disse que se eles comessem da árvore proibida, seriam como Deus, conhecendo o bem e o mal (Gn 3.5). E, por acreditarem nessa proposta, desobedeceram a Deus, foram expulsos do Paraíso e arrastaram a raça humana para o abismo do pecado.

Na hipótese formulada por Cristo, no texto supracitado, se alguém puder ganhar o mundo todo, com todas as suas riquezas e glórias, mas perder a alma, terá feito o pior negócio.

1. Porque as riquezas e glórias mundanas têm valor relativo, enquanto que a alma, um valor absoluto. A alma vale mais que o mundo, no conceito de Jesus. Por isso que esse grande tesouro não deve ser menosprezado e entregue ao Inimigo que, constantemente, procura enganar e prejudicar o ser humano com suas propostas ardilosas.

Eis porque a Palavra de Deus recomenda vigilância e resistência às pretensões de Satanás. “Sede sóbrios e vigiai. O vosso adversário, o Diabo, anda em derredor, rugindo como leão, e procurando a quem possa tragar; ao qual resisti firmes na fé” (1Pe 5.8 e 9a). Quem não atender a esse preceito bíblico, fatalmente conhecerá grandes derrotas na vida moral e espiritual.

Vale lembrar uma página de Alexandre Dumas, em que o famoso escritor apresenta a fábula de um velho que desejava voltar a ser jovem. Quando ele via uma mulher bonita, suspirava e dizia consigo:

– Quem me dera ser jovem!

Certo dia, o Diabo apareceu e lhe fez uma proposta:

– Eu farei de você um jovem muito rico, se você, em troca, me entregar a sua alma.

Aceita a proposta, o homem, agora jovem e rico, saiu pelo mundo a conquistar muitas mulheres. Os anos se passaram e, cansado da vida libertina e imoral, decidiu se casar e constituir família. Mas, quando faltavam cinco minutos para o casamento, o Diabo apareceu, bateu no seu ombro e lhe disse:

– É chegada a hora de você me entregar a alma.

– Mas – disse o infortunado noivo – eu não esperava que fosse agora.

– É verdade – respondeu o Maligno – mas é chegado o momento. Eu cumpri a minha parte no negócio. Agora é a sua vez.

E o homem não teve outra escolha, a não ser entregar a alma ao Diabo. É apenas uma lenda, mas que ilustra o fato de que, ao aceitar as propostas satânicas a pessoa faz o pior negócio.

2. As riquezas mundanas são de pouca duração, enquanto que a alma é eterna. Quando uma pessoa morre, apenas o seu corpo está morto, enquanto que a alma viverá para sempre, na presença de Deus ou separada dele, dependendo da escolha que tiver feito em vida. Agora temos a oportunidade de escolher entre dois caminhos: o do bem e o do mal, da salvação ou da perdição. Por incrível que pareça, há muitas pessoas que, por amor aos prazeres da carne, rejeitam a mensagem do amor de Deus. Pelas “vantagens” que Satanás lhes oferece, desprezam suas próprias almas imortais.

Há tempos, um fazendeiro em Minas Gerais tropeçou várias vezes numa pedra existente em sua propriedade, ao ponto de ficar grandemente irritado. Finalmente, tão grande foi a sua irritação que resolveu tirar aquela pedra do caminho e atirá-la ao longe. Mas, ao apanhá-la com esse intuito, notou que era oca, tendo alguma coisa por dentro. E, ao quebrá-la, para ver de que se tratava, descobriu que era uma gema de grande valor. Na vida espiritual de muitas pessoas acontece algo semelhante: aquilo que lhes parece desprezível, v.g. o evangelho de Jesus Cristo, a igreja, uma vida a serviço da causa de Deus, é o tesouro do céu, que realmente pode lhes proporcionar a felicidade eterna. Mas, iludidas por Satanás, preferem o caminho do pecado e da perdição.

3. A perda da alma é irreparável. Há pessoas que pensam que porque Deus é amor, salvará a todos, independente da escolha de cada um e do tipo de vida que cada um leva neste mundo. E há aqueles que pensam que depois da morte ainda terão uma chance de salvação. Mas, tais teorias decorrem da ignorância do que a Bíblia ensina a respeito e, também, da tradição religiosa recebida de suas famílias. Entretanto, a Bíblia é de clareza meridiana a respeito do assunto. Vejamos, por exemplo, o que disse Jesus à certa altura do diálogo com Nicodemos: “Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê, já está condenado; porquanto não crê no unigênito Filho de Deus. E a condenação é esta: A luz veio ao mundo, mas os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más” (Jo 3.17-19). Na parábola do rico e de Lázaro, contada por Jesus, o rico, depois de uma vida de incredulidade aqui na terra, na eternidade pretendeu reparar o seu erro e alcançar alívio ao sofrimento que estava a enfrentar, mas teve sua pretensão indeferida: “Está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem os de lá passar para nós” (Lc 16.26). Vale dizer que a situação do pecador no inferno é definitiva. A perda da alma é irreparável. Daí porque não vale a pena desprezar a oportunidade da salvação que Deus, em seu grande amor, nos oferece, pela fé em Cristo Jesus. Não vale a pena entregar a alma ao Diabo. É o pior negócio. Entregue sua vida a Cristo e desfrute as bênçãos de uma vida de fé, já neste tempo presente, e por toda a eternidade.

NILSON DIMARZIO

Colaborador de OJB, pastor da IB em Vila Mury, Volta Redonda (RJ)

ndimarzio@bol.com.br

EXTRAÍDO DE: www.ojornalbatista.com.br

Bíblia: ler, viver e crescer!



Escrito por ROGÉRIO FERREIRA DE ARAÚJO
15-Dec-2008

Algumas pessoas lêem a Palavra de Deus como se estivessem lendo um livro qualquer. Apesar do próprio nome “Bíblia” significar a reunião dos 66 livros do Antigo e Novo Testamento, ela não pode ser comparada com nenhum outro.

Uma frase muito engraçada que ouvi de um pregador dizia: “Bíblia não é desodorante”. É verdade! Quantas pessoas a usam debaixo do braço, como se ela tivesse por si só (e fisicamente) algum poder. Se assim o fosse, não seriam tantas as “fogueiras de capa preta” ao longo da História.

O grande poder do Livro dos livros está nas suas palavras que vieram diretamente de Deus, por meio de homens inspirados por Ele. Mas quando é lida e não deixada aberta num quarto ou sala num “salmo poderoso” para espantar as coisas ruins. Isso é crendice e a mesma “idolatria” de quem venera um santo de pedra.

Nada disso tem valor! Ler por ler, sem saber nem entender uma só palavra é uma verdadeira perda de tempo. Mas estudar na Palavra, meditando em tudo que Deus diz e ainda deixando-o agir para que fale ao coração, eis o propósito cumprido pelo Senhor em nossa vida!

Os versículos que encontramos em grande número são os que falam da própria Bíblia. Vejamos alguns desses e a sua importância para nosso dia-a-dia:

“Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti” (Sl 119.11). Quem estuda realmente o Livro Sagrado e guarda seus ensinos pode usá-lo para si e quando pregar para outras pessoas.

“Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e luz para os meus caminhos” (Sl 119.105). Tudo parece uma imensa escuridão na vida e ao meditar na Palavra de Deus a pessoa será devidamente orientada a entregar tudo a Ele, ter mais paciência e receber uma “lanterna” para que prossiga com mais certeza da vontade do Senhor na caminhada da vida.

“Inclinei o meu coração a guardar os teus estatutos, para sempre, até o fim” (Sl 119.112). Se colocássemos em nosso interior o que aprendemos no exterior, seríamos bem mais felizes e seguros no Senhor. Desta forma, quem lê a Bíblia com os olhos, mas não com a mente e coração, a boa informação vai direto para o “lixo”, por uma questão de eliminação natural de nosso cérebro.

“As palavras do Senhor são palavras puras, como prata refinada em forno de barro, purificada sete vezes” (Sl 12.6). Somente o Senhor mesmo para purificar a grande sujeira feita pelo homem. Por mais “limpo” que todos se julguem, isso somente será possível se colocarmos nossa vida inteiramente nas mãos do Pai, que fará uma “limpeza espiritual”, lavando-nos bem mais que as sete vezes do versículo. Quem nos criou conhece cada parte de sua criação.

“Tu és o meu refúgio e o meu escudo; espero na tua palavra” (Sl 119.114). Quanta insegurança vivemos nos dias de hoje! Talvez nem se deixássemos de sair de casa nos sentiríamos mais protegidos. Somente no Senhor isso é possível, pois em homem algum podemos confiar. Vamos nos proteger sob o abrigo da Palavra de Deus e sob suas mãos poderosas que são como escudos intransponíveis, não importando o que nos atinja.

De que forma você tem usado a Bíblia? Como enfeite da prateleira, somente para acumular poeira, nem mexendo porque senão estraga, pois foi alguém especial que o presenteou?

Nenhuma das questões deve ser realidade em nossa vida, afinal de contas um cristão precisa de constante estudo, senão “estaciona no seu mundo do saber”, sem avançar mais um pouco.

Não basta ler a Bíblia. É preciso viver o que se leu, estudou e meditou. Quando algo se torna parte de nosso cotidiano, isso se integra à nossa realidade de vida de tal forma como se fosse uma “biblioteca pronta para ser consultada” em nossa mente e coração. E isso é viver a Palavra de Deus! E tem mais: quem lê e depois vive tudo o que ali observou, pode agora crescer. E esse crescimento é algo muito maior do que imaginamos, afinal de contas, foi semeado pelo próprio Deus em nossa comunhão com ele, através da leitura de sua Palavra e oração.

É dedicar mais tempo para o Senhor e não achar que isso é “perder tempo”, mas ganhar e muito. É preciso LER a Bíblia de coração e mente abertos para que o Senhor nos fale; é preciso VIVER os ensinos ali orientados, colocando-os em prática e não deixando na “gaveta” de nossa vida, senão de nada adianta; e, com tudo isso, poderemos CRESCER na vida espiritual que é muito mais do que ir à Igreja aos domingos, e sim o nosso relacionamento com o Senhor no dia-a-dia.

ROGÉRIO FERREIRA DE ARAÚJO
Coordenador do Ministério de Comunicação da PIB Neves, São Gonçalo (RJ)
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terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Santa Catarina PRECISA DE VOCÊ!