sexta-feira, 1 de maio de 2009

E caso se convertessem também?



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Escrito por IOMAEL SANT'ANNA
23-Apr-2009

Além de participação ativa no suplemento de informática de um jornal de grande circulação do Rio de Janeiro, a jornalista Cora Rónai escreve também interessantes crônicas semanais. Nelas ela sempre aborda temas e assuntos do cotidiano de forma leve e com humor irônico. Num de seus agradáveis textos, a jornalista escreve a respeito de um sítio adquirido há muito tempo por seus pais, amantes da boa arte. Eles espalharam pela propriedade tabuletas com pinturas feitas pela mãe e poemas de autores diversos. “Passear pelo sítio era como entrar numa antologia sentimental”, lembra Cora.

Um poema de Cecília Meireles, elevada expressão da poesia brasileira e também grande amiga da família, destacava-se no acervo cultural do sítio. Com o tempo, os quadros desapareceram pouco a pouco, queimados com as árvores, corroídos pelo tempo e vários sem deixar qualquer vestígio.

Passaram-se mais de 30 anos e, há pouco, um pacote foi entregue no portão do sítio. Receosa dos possíveis efeitos de algum artefato explosivo, a família demorou a abrir o embrulho. E quando o fez agiu com muito cuidado, seguindo estritas regras de segurança.

Para surpresa de todos, no pacote estava o quadro do poema de Cecília Meireles sumido havia três décadas. Acompanhava-o esta mensagem: “Quando menino, filho de um empregado do sítio, achava este quadro lindo por causa do poema. Peço perdão por tê-lo roubado. Hoje, me converti a Jesus e sinto necessidade de devolvê-lo. Sinto-me envergonhado por minha atitude. Peço perdão a Deus e a vocês.”

A reflexão sobre o ato do desconhecido recorda-nos a declaração bíblica: “Se alguém está em Cristo é nova criação. As coisas antigas já passaram. Surgiram coisas novas. ” Jesus Cristo transforma de fato quem nele crê e conduz o indivíduo crente ao rompimento com os erros do passado.

Talvez alguém pense: O convertido poderia comparecer em pessoa ante a família de Cora e dar seu testemunho. Por que ele não o fez? Não interessa a este escrevinhador julgá-lo, mas registrar sua atitude, semelhante a de muitos outros salvos pela graça de Deus e pela fé em Jesus.

Vale a observação: Imaginem caso se convertessem os inúmeros corruptos e fraudadores da economia brasileira, encastelados nos altos cargos públicos, e os muitos manipuladores de recursos da iniciativa privada. E se viesse a Jesus quem em escalão inferior também explora os outros e se apropria ilegitimamente do dinheiro alheio? Não sobrariam recursos imensos para a solução dos infinitos problemas sociais, econômicos e financeiros de todo o povo brasileiro?

IOMAEL SANT'ANNA

Pastor da PIB de Mesquita (RJ)

pr.iomael@globo.com


EXTRAÍDO DE: www.ojornalbatista.com.br

Agindo dentro dos limites



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Escrito por EDVAR GIMENES DE OLIVEIRA
23-Apr-2009

Um detalhe curioso, porém importante, passa despercebido na leitura que fazemos da narrativa bíblica sobre José do Egito. Trata-se da palavra que ele diz à mulher de Potifar e da que Faraó diz a ele, por ocasião de sua posse no governo egípcio. Ei-las:

“Ninguém desta casa está acima de mim. Ele nada me negou, a não ser a senhora, porque é a mulher dele“ (José à esposa de Potifar em Gênesis 39.9).

“Você terá o comando de meu palácio, e todo o meu povo se sujeitará às suas ordens. Somente em relação ao trono serei maior que você” (Faraó a José em Gênesis 41.40).

Não acredito que Potifar, ao dar instruções e autoridade a José, precisou dizer que sua mulher não fazia parte do pacote. Prefiro crer que José não cedeu ao assédio da mulher por ser pessoa íntegra, por ter consciência dos seus limites e ser disciplinado o suficiente para não ir além do que deveria.

Certamente José não tinha consciência, mas tal postura retratava uma qualidade essencial em líderes: reconhecer os próprios limites e saber respeitá-los. Somente pessoas com espírito ditatorial acreditam que podem tudo. Daí a dificuldade em participar de grupos nos quais os poderes são distribuídos e limites estabelecidos.

Penso que não foi difícil para José entender o recado de Faraó quando disse: “Somente em relação ao trono serei maior que você”. Ele sabia o que era ter limites e agir dentro deles. Sendo igual a milhões de humanos, sabia que nem sempre teria a última palavra. Sabia que seu limite terminaria quando começasse o de Faraó, da mesma forma que demonstrou saber seus limites por ocasião do assédio sexual em relação aos de Potifar. Nesse quesito, portanto, estava preparado para liderar.

Não podemos tudo, nem somos responsáveis por tudo. Caso quem trabalha conosco não esteja cumprindo bem suas atribuições podemos ajudar se percebermos abertura para tal, mas jamais querer gerenciar aquilo que não é da nossa competência política, ainda que nos sintamos tecnicamente competentes para fazê-lo.

Quando não nos é explicitado o que nos cabe fazer, usar o juízo faz bem. Quando sabemos quais são nossas atribuições, agir prudentemente dentro dos limites delas é melhor ainda.


EDVAR GIMENES DE OLIVEIRA

Pastor da IB da Graça, em Salvador (BA)

http://www.blogdoedvar.blogspot.com/


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O significado da Páscoa - para os judeus e para nós, os cristãos



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Escrito por NILSON DAMARZIO
16-Apr-2009

Para muitas pessoas a Páscoa é ocasião para maiores lucros pecuniários. Já para outras é mais um feriado prolongado para o lazer e passatempo, enquanto para as crianças é a oportunidade de saborear um ovo de Páscoa (quanto maior, melhor). Porém, como dizia o saudoso pastor David Gomes, Páscoa é mais do que chocolate. Há um sentido histórico e espiritual nesta festa que deve ser devidamente considerado e que veremos nas linhas a seguir.

Em primeiro lugar, vejamos o que a Páscoa significa para os judeus

O povo de Israel enfrentou as agruras da escravidão no Egito durante 430 anos. Após um longo período de sofrimento, Moisés recebeu de Deus a incumbência de liderar o povo para sua libertação. Mas, para cumprimento de tão árdua missão, ele enfrentou tenaz e persistente resistência por parte do Faraó. Fosse por não querer abrir mão do trabalho escravo ou por não crer no poder do verdadeiro Deus, por professar uma religião pagã, o fato é que o monarca egípcio se opôs reiteradas vezes à ideia de permitir que o povo israelita fosse embora. Após várias tentativas frustradas, foi necessária uma intervenção mais drástica de Deus, através de 10 pragas, para convencer o Faraó a dar a permissão pleiteada. Entretanto, mesmo assim, somente ao sobrevir a décima praga - a da morte dos primogênitos - é que a permissão foi dada por Faraó.

Na verdade, a instituição da Páscoa está ligada a esta última praga. (Vide os capítulos 11 e 12 de Êxodo). Durante sete dias os judeus somente poderiam comer pães ázimos (sem fermento). Cada família deveria sacrificar um cordeiro, sem defeito, para ser assado e comido, juntamente com ervas amargas. O sangue do cordeiro imolado deveria ser espargido nos umbrais e na verga da porta das casas para que as famílias israelitas não perdessem seus primogênitos.

Diante do ocorrido, e quando o povo israelita começava a deixar o seu território, o Faraó Ramsés II enfureceu-se e partiu com seu poderoso exército no encalço do povo de Deus para tentar destruí-lo. Entretanto, a poderosa mão de Jeová libertou gloriosamente o seu povo, permitindo sua passagem pelo Mar Vermelho a pé, fato extraordinário que marcaria para sempre a história de Israel.

Portanto, para os judeus, a Páscoa é a celebração deste grande feito histórico, significando a sua libertação da escravidão no Egito. Aliás, a palavra Páscoa, do hebraico "pessach", significa passagem, a passagem da escravidão para a libertação.

Não é sem razão, pois, que até hoje a Páscoa é celebrada pelos judeus com grandes solenidades. Meu filho trabalha em Nova York na firma B&H, considerada a maior revendedora de equipamentos eletrônicos do mundo e cujos proprietários são judeus ortodoxos. Por ocasião da Páscoa, durante sete dias a empresa fecha as portas e dá folga aos funcionários, tal a importância que concedem à essa grande celebração.

Em segundo lugar, vejamos qual o significado da Páscoa para nós, os cristãos

É notável a similitude existente entre a Páscoa judaica e a cristã, podendo-se afirmar que a Páscoa é um tipo de Cristo.

Conforme já observamos, para os judeus a Páscoa significa a passagem da escravidão para a liberdade. Para nós, Cristo é o nosso grande libertador da escravidão do pecado. Antes da maravilhosa experiência regeneradora éramos escravos do pecado. Porém, a partir de nossa conversão, mediante o arrependimento dos pecados e a fé em Jesus, fomos libertados da pior das escravidões. Eis o que Jesus declara: "Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é escravo do pecado" (...) "Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres" (João 8.34 e 36).

Na Páscoa judaica as famílias deveriam sacrificar um cordeiro. Para nós, cristãos, Cristo é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (João 1.29). E Paulo identifica perfeitamente a Cristo como cordeiro pascal ao afirmar: "Cristo, nossa páscoa, já foi sacrificado por nós" (1 Coríntios 5.7). Vale dizer que o cordeiro da páscoa judaica representava Cristo, o cordeiro imolado no Calvário.

O cordeiro pascal deveria ser ser defeito (conforme Êxodo 12.5). Desta forma, simbolizava a perfeição de Jesus Cristo, aquele que jamais pecou enquanto aqui viveu e que desafiou os judeus que não aceitavam a sua messianidade ao dizer: "Quem, dentre vós, me convence de pecado?" (João 8.46). E aqueles inimigos nada puderam apontar que desabonasse a conduta do Filho de Deus, cuja perfeição moral estava acima de qualquer dúvida. Corroborando a mesma tese, assim se expressa o escritor aos Hebreus: "Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado" (Hebreus 4.15).

O sangue do cordeiro na verga e umbrais das portas das casas simbolizava salvação para os israelitas. Da mesma forma as pessoas que crêem no sacrifício feito por Cristo na cruz ficam livres da morte espiritual, eis que "O sangue de Jesus Cristo nos purifica de todo pecado" (1 João 1.7).

Portanto, para os cristãos a Páscoa é a festa comemorativa da libertação espiritual operada por Cristo na vida de todos os que nele creem.

Certa feita o grande pregador John Wesley foi abordado por um assaltante, que, examinando a pasta do pregador e notando que só continha a Bíblia e mais alguns livros, desinteressou-se e ia se afastando. Wesley então lhe disse: “Quando você se cansar da vida que está levando lembre-se de que O sangue de Jesus Cristo nos purifica de todo pecado".

Estas palavras ficaram gravadas na mente daquele assaltante ao ponto de, tempos depois, ao meditar nesta verdade bíblica, ter decidido deixar sua vida pecaminosa e aceitar Cristo como seu Salvador. Ao reencontra-se com Wesley pôde lhe dar esta grande notícia, com imensa gratidão na alma.

E o dileto leitor, já teve um encontro de fé com Cristo, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo?

NILSON DIMARZIO

Pastor da IB em Vila Mury e colaborador de OJB

pr.dimarzio@bol.com.br


EXTRAÍDO DE: www.ojornalbatista.com.br

A morte de Jesus, um mal necessário



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Escrito por AURECINO COELHO DA SILVA
16-Apr-2009

Caso a morte de Jesus fosse submetida a uma consulta popular, certamente a maioria votaria contra a crucificação. Alguns algozes talvez optassem por sugerir um simples castigo. Entretanto, esbarrariam naquela realidade: “quem fala a verdade não merece castigo”. E Jesus é a própria Verdade!

Grande parte dos entrevistados diria não, a começar pelo próprio governador Pilatos e sua mulher, que consideraram o Filho de Deus inocente. Mas se era inocente, por que condená-lo?

Onisciente, Deus sabia que somente o derramamento de sangue poderia apagar a transgressão de tanta gente no mundo inteiro.

A caminhada trôpega pela via dolorosa foi precedida de três tragédias: a traição de Judas, a negação de Pedro e o julgamento de Pilatos.

Isaías disse que “o castigo que nos traz a paz estava sobre ele e pelas suas pisaduras fomos sarados”. Então, a morte do Salvador é uma realidade profética, cujo palco foi a cruz e com direito a plateia organizada.

Havia uma dívida a ser paga e o único instrumento pagador era a cruz. Com o corpo completamente enxágue e sob escárnio, zombaria e deboches, Jesus pagava a conta, remia, libertava, absolvia e cancelava os pecados dos homens. A cruz foi mesmo o palco e o instrumento escolhido para dividir épocas.

A morte propiciou três bençãos à humanidade: a reconciliação com Deus, o perdão de Deus e a salvação mesmo na hora da morte.

Caso na hora da pesquisa de opinião me questionassem: Sua salvação depende da morte de Jesus, você é contra ou a favor?

Diria eu: Caso não haja outra alternativa e se esta for a Vontade de Deus, que seja feita!

Para nós cristãos, todas as semanas são santificadas, portanto, nos valhamos desta para honrar o nome do nosso Salvador. E, em vez de lamentações, lembremo-nos de que a morte na cruz foi um mal necessário pelo bem da humanidade.

AURECINO COELHO DA SILVA

Pastor e jornalista

aurecino@yahoo.com.br


EXTRAÍDO DE: www.ojornalbatista.com.br

O verdadeiro significado da Páscoa



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Escrito por CLEVERSON PEREIRA DO VALLE
16-Apr-2009

O comércio sempre aproveita as datas festivas para ganhar dinheiro e promover suas mercadorias. Infelizmente, na época de Páscoa são passados para as crianças conceitos errados, o que faz com que elas se encantem com o que é apresentado.

Caso realizemos uma pesquisa com dez crianças perguntando o que é a Páscoa, creio que nove diriam que é ovo de chocolate e coelho.

Precisamos, como líderes em nossas igrejas, alertar os pais a respeito da importância de ensinar o significado real da Páscoa para seus filhos.

“No pensamento cristão, como também no judaico, a Páscoa, a Festa dos Pães Ázimos e a dedicação dos primogênitos têm sido tradicionalmente considerados memoriais intimamente relacionados a acontecimentos interdependentes do Êxodo histórico e sua posterior comemoração repetida’’, diz o “Novo Dicionário da Bíblia” das Edições Vida Nova.

A Páscoa foi uma festa na qual o povo de Israel comemorou a saída da escravidão egípcia.

No Novo Testamento Jesus é apresentado como nosso cordeiro pascoal, como nosso substituto na cruz. A Bíblia diz que Jesus veio para nos libertar, nos dar vida em abundância. Então, para nós cristãos a Páscoa é muito significativa.

Se o povo hebreu tinha o que comemorar, nós também temos. Se no passado eles foram escravos do Egito, nós éramos escravos do pecado.

Quando o povo hebreu se viu livre, ele festejou. Além disso, aprendemos nas Escrituras que se o Filho nos libertar, verdadeiramente seremos livres, o que ele já fez.

Hoje, todos os que depositam a fé em Jesus têm motivos para festejar e comemorar a verdadeira Páscoa, a nossa libertação.

Somos livres do pecado, libertos por Jesus, nosso cordeiro pascoal.

Ensine o verdadeiro significado da Páscoa para os seus filhos, e feliz Páscoa.

CLEVERSON PEREIRA DO VALLE

Pastor da PIB em Artur Nogueira (SP)

cleversonvalle.blogspot.com


EXTRAÍDO DE: www.ojornalbatista.com.br

Páscoa, o que significa isto?



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Escrito por ISALTINO GOMES COELHO FILHO
16-Apr-2009

Páscoa vem da palavra hebraica pesach, “passar sobre”. Aconteceu quando Israel, após 400 anos de escravidão no Egito, foi libertado miraculosamente por Deus e constituído como seu povo. A Páscoa era o pacto entre Deus e Israel. Deus cuidaria do povo e Israel lhe seria obediente. Sua instituição está em Êxodo 12.1-13.

Neste texto destacamos três aspectos: o cordeiro, o participante e o sangue do cordeiro. Analisamos os três separadamente, ajuntando depois suas partes e cotejando com a pessoa de Jesus podemos entender um pouco mais sobre o significado cristão da Páscoa. A Páscoa judaica era também uma profecia factual, que se cumpriu em Cristo.


O cordeiro

Sem defeito e macho de um ano (Êxodo 12.5). Com um ano o cordeiro está adulto. Deveria ser perfeito. Um símbolo de Cristo, que começou seu ministério aos 30 anos (quando o hebreu alcançava a plenitude física) e foi sem pecado. O cordeiro deveria ser comido com pães ázimos (sem fermento, símbolo da corrupção - o fermento não era químico, era comida azeda ajuntada à comida boa para fermentá-la), e com ervas amargas (símbolo da amargura da escravidão), conforme Êxodo 12.8. Deveria ser inteiramente comido. O que sobrasse seria queimado (verso 10). Um símbolo do sacrifício de Cristo, totalmente consumido em favor da humanidade. É por isto que Paulo chamou Jesus de “nossa Páscoa”, como lemos em 1 Coríntios 5.7. O cordeiro simbolizava a obra de Jesus. Sua morte simbolizava a morte de Cristo por nós. Por causa do sangue do cordeiro na Páscoa, Deus passou por cima dos hebreus. Por causa do sangue de Cristo, Deus passa por cima de nós e não nos condena.


O paricipante

A Páscoa deveria ser celebrada em família (Êxodo 12.3). Israel deveria se ver como uma comunidade e não como uma massa de escravos. Um símbolo da Igreja, que é uma família, a família de Deus. As pessoas deveriam comer a refeição já preparada para a viagem, e de forma apressada. Outro simbolismo é que eram peregrinos. O Egito não era o lugar deles. Da mesma forma um cristão compreende que é peregrino neste mundo. Nenhum de nós viverá para sempre. Todos iremos embora daqui. Eles tinham um destino, uma pátria. A Igreja compreende que é peregrina e que tem uma pátria melhor, como lemos em Filipenses 3.20 e Hebreus 11.14-16. A Páscoa judaica lembrava aos judeus que foram estrangeiros no Egito e que Deus lhes dera uma terra. O cristão sabe que é peregrino neste mundo e que Deus lhe deu uma pátria celestial. Jesus deixou isto bem claro, como lemos em João 14.1-6. Somos peregrinos, em busca de uma pátria melhor.


O sangue

O sangue era a cobertura que salvava. À meia-noite houve juízo sobre o Egito, mas onde houvesse o sangue na porta haveria salvação e não haveria juízo (Êxodo 12.12-13). Simbolizava o sangue que Cristo derramaria na cruz para nos livrar do poder das trevas e da condenação eterna, como lemos nas seguintes passagens: João 8.34-36 e 1 João 1.7-9.

O sangue de cordeiro que foi derramado e aspergido nas portas das casas dos judeus significa que eles estavam cobertos, Deus passaria por cima da casa e não a julgaria. Da mesma maneira, quem está coberto pelo sangue de Cristo, quem crê no seu sacrifício na cruz por nós, está coberto e não será jamais julgado: João 3.16-17. O sangue do Cordeiro de Deus nos cobre do juízo divino


Conclusão

A Páscoa do cristão não é ovo de chocolate nem o símbolo é um coelho. Isto é festa. A verdadeira Páscoa é aquela em que podemos dizer que aceitamos que Jesus morreu pelos nossos pecados. Ele é a verdadeira Páscoa. Ele morreu numa semana de Páscoa, encerrando assim o trato de Deus com Israel e fazendo surgir outro povo, a Igreja, povo multirracial, multiétnico e atemporal, que não tem geografia. A ceia substitui a Páscoa, pois é a nova aliança: Mateus 26.17-28. Esta nova aliança cancela a antiga: Hebreus 8.9-13. O cristão, na Páscoa, lembra disto: Cristo morreu pelos nossos pecados. Esta sempre foi a verdadeira mensagem da Igreja: 1Coríntios 15.1-4. Cristo morreu por nossos pecados, como o cordeiro que morreu para que os israelitas tivessem liberdade. Entretanto, Cristo ressuscitou, esta é a diferença. Por isso vale a pena crer nele.

Não precisamos ser rabugentos, implicando com tudo, e negarmos o aspecto cultural e festivo dos dias da Páscoa. Receba e dê ovos de chocolate, se você gostar. Porém, a verdadeira Páscoa é poder dizer que Cristo morreu por nós para nos dar a salvação.

ISALTINO GOMES COELHO FILHO

Pastor, colaborador de OJB

www.isaltinogomes.com


EXTRAÍDO DE: www.ojornalbatista.com.br

As alegrias da liderança



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Escrito por EDNILSON CORREIA DE ABREU
22-Apr-2009

É comum pensarmos na liderança apenas como um fardo pesado a ser enfrentado por pessoas consagradas à dor e ao martírio. Será que isto é verdade? Claro que não.

Quem tem assumido uma sadia liderança, sabe que a dor e as lutas da liderança não correspondem à toda a realidade nela envolvida. Existem alegrias na liderança e são muitas. Gostaria de lembrar você de algumas:

A alegria de viver com propósito

É bom saber que a sua vida está sendo usada com um fim, um alvo, e que a sua jornada aqui tem uma razão de ser. Esta passa pela posição em que você está hoje como líder. Você não está onde está por obra do acaso, mas Deus o colocou aí. Alegre-se de poder viver com um sentido de propósito relevante. Como líder você tem uma missão a cumprir.

A alegria de poder ser uma influência positiva para o progresso de outras pessoas

Como líder você tem uma posição estratégica para influenciar outros e com isso você haverá de ser benção. Você poderá marcar a vida das pessoas ao seu redor de forma maravilhosa, influenciando até gerações e fazendo com que outros alcancem uma vida cheia de significado também. Nunca ignore o seu poder de influenciar pessoas para o bem.

A alegria de poder contribuir para a concretização de realidades que permanecem

Como líder você está marcando vidas, podendo deixar um legado permanente, e só a eternidade saberá contar o valor dessa contribuição. As coisas mais importantes geralmente são invisíveis. Com a liderança não é diferente, pois toda a construção visível que tem valor real está baseada em realidades invisíveis que nem todos conseguem enxergar. Como líder você pode deixar algo permanente nas vidas e nas instituições.

A alegria de poder desenvolver muito do seu potencial pessoal

Como líder você haverá de ser “esticado”, como dizia um antigo professor meu. Encare isto não como um problema, mas sim como uma oportunidade de, com equilíbrio e bom senso, desenvolver o seu potencial. É muito bom poder olhar para trás e poder perceber que temos nos desenvolvido como pessoas e, consequentemente, como líderes.

A alegria de poder se sentir parte de algo maior do que você mesmo

É tremendo que, de repente, você perceba que o projeto em que você está envolvido como líder pôde crescer, ganhar corpo e se transformar em algo ainda mais desafiador. Isso causa uma certa dose de temor, mas dá à vida um sabor novo, nos impulsiona a trabalhar e nos alegrar em poder saber que Deus é capaz de usar alguém como nós e desenvolver coisas maiores do que sonhamos.

A alegria de poder fazer parte de uma rede mundial de homens e mulheres que fazem diferença no mundo

Como líder você acaba se integrando a outros líderes que também estão envolvidos em ações maravilhosas e que estão marcando a vida de outras pessoas. Assim, você acaba fazendo diferença no mundo. Estes encontros sempre produzem novos insights e encorajamento mútuo. Poder conviver com pessoas assim é uma das grandes bênçãos da liderança.

A alegria de poder se realizar também fazendo parte do sonho de outras pessoas

Como líder você poderá assistir liderados vivenciarem o crescimento, a realização, os desafios e as vitórias. O sonho de muitas pessoas acabam passando pelas suas mãos, por isso o bom líder deve ser um facilitador de trajetórias. Alguém acreditou em você, por isso você está onde está. Não podemos deixar que o sonho de outros morra em nossas mãos. Seja um líder gerador de vida e não de morte.

A alegria de poder sonhar e, ainda que todo o sonho não se realize, poder viver a aventura de tentar alcançá-lo

A vida é composta de sonhos que, sonhados e trabalhados, se transformam em realidades que geram novos sonhos e que tocam a vida para sempre.

Onde estaríamos hoje se não houvessem homens que ousassem sonhar e trabalhar como líderes na realização destes sonhos?

Você como líder deve estar na vanguarda dos sonhos.

O que dá sentido às coisas não é realização da cada sonho em si, mas as experiências, as vivências, as alegrias e as lutas, enfim, tudo que vai sendo experimentado e construído ao longo do processo.

Vamos aprender a olhar para a liderança numa perspectiva mais ampla, vislumbrando seus desafios, é certo, mas contemplando, acima de tudo, a bênção de poder assumir a responsabilidade por algo que o próprio Deus colocou em nossas mãos, pois o melhor disso tudo é que ele disse que estaria conosco nesta jornada.

Alegremo-nos com as bênçãos da liderança, pois elas são muitas.

EDNILSON CORREIA DE ABREU

Pastor da PIB em Ecoporanga (ES)

ednilsonpr@hotmail.com


EXTRAÍDO DE: www.ojornalbatista.com.br