sexta-feira, 1 de maio de 2009

Um ano para olhar o céu!



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Escrito por LÉCIO DORNAS
22-Apr-2009

O Brasil participou entre 2 e 5 de abril das 100 Horas de Astronomia, o maior evento de divulgação astronômica de todos os tempos que ocorrerá em mais de 130 países como parte do Ano Internacional da Astronomia, comemorado em 2009.

O apelo da mídia durante aquela semana referiu-se ao dia 2 de Abril como o dia de olhar para o céu, porém esta é a ênfase de todo o ano de 2009. Naturalmente que é exatamente na observação do céu que a Astronomia encontra sua principal ocupação, portanto as 100 horas aludidas realçaram a importância desta milenar ciência.

Astronomia é, segundo a Nova Enciclopédia Britânica, “a ciência que lida com a origem, a evolução, a composição, a distância e a moção de todos os organismos e matéria dispersa no universo. Inclui a Astrofísica que discute as propriedades e a estrutura de toda matéria cósmica.”

Portanto, é sempre bom lembrar, a Astronomia nunca pode ser confundida com Astrologia, que é a “pseudociência que consiste em um sistema de tradições e crenças que afirmam que a posição aparente de planetas, Sol, Lua e outros corpos celestes, conforme vistos da Terra, influenciam na vida humana”, afirma a Wikipédia.

Porém, tanto a Astronomia quanto a Astrologia estão com os olhos atentos para o céu. Aquela com uma preocupação de natureza científica e esta meramente especulativa e intuitiva.

O olhar para o céu remonta aos tempos de Abraão. É muito interessante o texto de Gênesis 15.5: “Então o levou para fora e disse: Olha agora para o céu, e conta as estrelas, se as podes contar, e acrescentou-lhe: Assim será a tua descendência”. O desafio de Deus para o patriarca não teve nenhuma conotação astrológica. Parece ter sido totalmente de fundo astronômico. Abraão foi confrontado pelo próprio Criador com a realidade da imensidão do cosmos. Nem mesmo as estrelas podiam ser contadas o olho nu. Era o homem diante de sua primeira experiência de natureza astronômica. Instigante... o pai da fé num desafio científico.

O foco dessa experiência narrada no Gênesis era o desejo de Deus mostrar a Abraão a dimensão de sua bênção e dos seus planos para ele. Como a quantidade das estrelas, a posteridade de Abraão seria imensurável. Olhar para o céu foi revelador! Vale a pena lembrar, neste contexto, o Salmo 19.1: “ Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras das suas mãos.” É isso que a Teologia nomina como revelação geral. Afinal de contas, olhar para o céu é, acima de tudo, encontrar-se com o Deus que se revelou.

Um outro texto não menos revelador de Deus é o de Atos 1.10 e 11: “Estando eles com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles apareceram dois varões vestidos de branco, os quais lhes disseram: Varões galileus, por que ficais aí olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi elevado para o céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir.”

Nessa passagem da ascensão de Jesus, os dois varões vestidos de branco, possivelmente anjos, mensageiros de Deus, indagaram aos discípulos a razão de estarem olhando para o céu. Os olhos dos discípulos estavam fixos no céu, pois acompanhavam a ascensão do Senhor até seu desaparecimento. Eles estavam olhando para o céu, porém sem qualquer preocupação de natureza astronômica. Olhavam Jesus.

Considerando que estava por findar-se o tempo da convivência terreal com o Senhor Jesus, dá para imaginarmos tanta coisa passando pela mente dos discípulos enquanto o olhavam ascendendo ao céu. Não observavam o firmamento, mas notavam que Jesus subia na direção do Pai. Era o cumprimento das palavras do próprio Jesus: “... e quando eu for...”. Esse olhar para cima dos discípulos de Jesus nos revelou o início da expectativa cristã pela volta de Cristo, a qual coincidirá com o tempo do julgamento final e da inauguração da verdadeira vida, para os que crêem. Olhar para o céu é, portanto, deparar-se com a certeza do juízo de Deus e da eternidade com ele.

Como o Gênesis registra o primeiro olhar do homem para o céu, o Apocalipse relata o derradeiro. “E vi um novo céu e uma nova terra. Porque já se foram o primeiro céu e a primeira terra, e o mar já não existe” (Apocalipse 21.1). Agora, a contemplação do apóstolo João na ilha de Patmos extrapola o céu, objeto de observação dos astrônomos, e alcança o novo céu. Era a inauguração da meta-astronomia, a visão do céu que está além do humanamente observável. É a revelação de Deus em seu clímax, o verdadeiro e literal Apocalipse.

Esse olhar crepuscular para o céu apontou para o ocaso da ciência, sua limitação e sua finitude. Por paradoxal que pareça, o que os astrônomos hoje chamam de infinito - e o fazem já por reconhecerem a grandiosidade do espaço observável - na verdade é apenas a parte ainda imperscrutável do finito. É na meta-história, na ambiência do kairós, que está o verdadeiro infinito: uma amplitude que se confunde com o próprio Deus.

Por fim, o olhar para o céu será o vislumbrar, sem espelho e sem sombras, do próprio Criador.

Enfim, nesse tempo não serão apenas 100 horas, ou um ano. Tampouco, Astronomia. Será, isto sim, a eternidade sem céu, sem astros e sem estrelas, sem calor e sem espaço sideral. A eternidade olhando Deus face a face. “Porque agora vemos como por espelho, em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei plenamente, como também sou plenamente conhecido.” ( I Coríntios 13:12).

Na verdade, cada dia é dia de olhar para o céu! Todo dia podemos nos abrir um pouco mais para que Deus nos mostre quão grandes são os seus planos para nós. Para que nos revele a dimensão da eternidade no seu reino e nos permita entender o valor de uma esperança imorredoura no novo céu e na nova terra. Soli Deo Gloria!

LÉCIO DORNAS

Pastor da Igreja Batista Dois de Julho, em Salvador (BA)

lecio-d@terra.com.br


EXTRAÍDO DE: www.ojornalbatista.com.br

Dia da verdade



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Escrito por PEDRO SOLOMCA
16-Apr-2009

Durante o ano comemoram-se vários “dias”. Dia dos Enfermos (14/01), Dia do Goleiro (26/04), Dia da Sogra (18/01), Dia do Silêncio (7/05), Dia do Pescador (29/06), Dia da Vovó (26/07), Dia da Solteirona (15/08), Dia dos Animais e das Aves (05/10) e Dia do Vizinho (23/12). Estes são apenas alguns exemplos.

No último dia 1º de abril foi comemorado o “Dia da Mentira”. No calendário das comemorações cristãs este dia não existe. A mentira era uma prática que acontecia antes de nossa conversão. Quando conhecemos a Jesus e o aceitamos como Salvador compreendemos que ele é a Verdade e que, dali em diante, a prática da verdade passou a ser nosso estilo de falar e proceder.

Certo homem comprara um fusca 62 e ficou com ele muitos anos. Conhecia tudo sobre o carro. Um dia resolveu vendê-lo. Ficou pensando: “O que é que eu vou dizer do carro? Só o que o comprador me perguntar? Ou devo dizer tudo o que sei?”

Entretanto, resolveu contar tudo. Quando o primeiro comprador chegou começou a dizer: “A buzina precisa de conserto, os freios não estão bons, as lanternas traseiras não estão funcionando e nem o limpador do pára-brisa”. Destacou também tudo o que estava bom no carro: “O motor foi recondicionado há pouco tempo, assim como a lataria do carro”.

Bem, eles acabaram fechando o negócio. Porém, quando foram fazer o documento de transferência do carro o comprador sugeriu: “Ao invés de colocar R$ 1.500,00, coloque R$ 1.000,00.” O vendedor respondeu: “Não posso fazer isto, pois sou crente.” O comprador disse: “Eu também sou crente, mas não gosto de pagar impostos”.

Reconhecemos que não é fácil dizer sempre a verdade. Tiago, falando para cristãos, declarou: “Pois todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça em palavra, esse é homem perfeito, e capaz de refrear também todo o corpo” (Tiago 3.2).

Já o profeta Isaías, ao ter aquela maravilhosa experiência da visão da glória de Deus, reconheceu a pecaminosidade de sua boca e exclamou: “Então disse eu: Ai de mim! Pois estou perdido; porque sou homem de lábios impuros, e habito no meio dum povo de impuros lábios; e os meus olhos viram o rei, o Senhor dos exércitos!” (Isaías 6.5). Seus lábios impuros seriam uma barreira para os propósitos de Deus em sua vida. Por esta razão, o Senhor tomou providência para que os seus lábios fossem purificados: “Então voou para mim um dos serafins, trazendo na mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz; e com a brasa tocou-me a boca, e disse: Eis que isto tocou os teus lábios; e a tua iniqüidade foi tirada, e perdoado o teu pecado” (Isaías 6.6 e 7).

Deus deseja usar a nossa vida também. Caso busquemos uma íntima comunhão com ele e se os nossos lábios ainda estiverem impuros, com certeza o Senhor deseja purificá-los. Em nossos dias esta purificação é efetuada com o precioso sangue de Jesus: “Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus seu Filho nos purifica de todo pecado” (1 João 1.7).

Celebre no dia 1º de abril, e sempre, o “Dia da Verdade”.

PEDRO SOLOMCA

Pastor, colaborador de OJB

EXTRAÍDO DE: www.ojornalbatista.com.br

Aprendendo com as fichas



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Escrito por JOSIMAR DE ASSIS ROQUE JÚNIOR
16-Apr-2009

Dentre as pessoas com quem tenho a oportunidade de me relacionar cotidianamente algumas me chamam, de vez em quando, de “tradicional”. Geralmente duvido de suas reais intenções, pois creio que, na verdade, o adjetivo que procuram é antiquado.

Por isto quero confessar uma coisa que pode escandalizar minha família, igreja, amigos e demais pastores. Sou daqueles - supondo que existam mais - que durante a leitura de um livro destaca e sublinha os pensamentos e frases que podem ser usados depois como citações e embasamentos para pregações e que, após a leitura, as transcreve à mão e, pasmem, com caneta esferográfica em fichas pautadas, organizado-as por assuntos e guardando-as numa caixinha - essa sim super tradicional - de estrutura de metal e tampa de acrílico. Tudo isto pode parecer realmente antiquado para a nossa modernidade, mas, se pudesse, datilografaria este trabalho para não ficar à mercê dos garranchos da caligrafia.

De fato ainda não consegui trocar o prazer de manusear e sentir o cheio suave e umedecido das folhas de papel pela leitura fria e desconfortável dos e-books. Na última semana, em especial, após realizar a transcrição de mais um livro lido, chamou-me a atenção a organização aleatória e espontânea que este tipo de disciplina oferece. É bastante óbvio que não dá para construir nenhum tipo de teologia sistemática sobre o que vou falar agora, nem apoiar nenhuma pregação expositiva a partir das subjeções que vou apresentar. Porém, observando a ordem e aleatoriedade dos assuntos das fichas aprendi que alegria vem unida a adoração, e isto não é muito difícil de perceber, principalmente se a nossa vida está integralmente dedicada a esta última para receber aquela. Logo depois disto, quanto amor.

Sete fichas traziam as mais variadas expressões literárias sobre o amor. Sete “perfeitas” lembranças carregadas do que Deus pode fazer através da sua sabedoria, coisa que ainda parece distante deste início. Porém, na seqüência encontro ansiedade, principalmente quando me esqueço que o amor é dádiva, e não direito.

Caminhando um pouco mais há outras sete abundantes lembranças sobre comunidade, precedidas apenas por uma sobre comunicação, como se aquela não dependesse da presença ativa desta que, a cada dia, está mais difícil e distante da vida, renegada quase ao final do fichário por não querer se aproximar voluntariamente da comunhão. Alegrou-me ver “muitos” Deus, mas não tanto encontrar pouquíssimo diálogo, o que naturalmente desemboca em alguma dificuldade, e nos mantêm ainda distantes da igreja. E por falar em igreja, se não houver identidade, antes, e igualdade, depois, nela a vida espiritual (cristã), mesmo que tenha uma marcante presença - dez ao todo -, perderá cada vez mais sua força.

Entre relacionamentos e responsabilidade temos religião. Uma pena porque elas antecedem salvação, mas por se posicionarem sempre atrás da paixão, não deixam que a já distante benção realize seu papel entre nós. Admirei-me quando descobri que à tradição segue-se traição, e à tentação segue-se teologia, finalizando os assuntos com a letra T em tristeza, que por imensa me fez retornar para lágrimas. Às lágrimas segue-se imediatamente lei e legalismo, não porque choro não preceda recompensa, mas porque graça é pouco citada e contrasta com sofrimento, neste caso bem mais abundante.

Porém, precisei refletir sobre minha vocação quando percebi que depois de sermão vem silêncio. Pobre das nossas ovelhas. Se ministério pastoral fosse mais próximo de vontade de Deus, eu poderia, pelo menos, usar a única humildade que encontrei.

Mas Deus usa de sua misericórdia bem junto a ministério pastoral e, ao final deste pequeno passeio entre as minhas fichas, fiquei feliz porque bem no centro, entre tantos assuntos e informações, encontrei Jesus Cristo, que ocupa soberano a letra J, e é assim que sempre deve ser. Por isso, o que começou em adoração deveria realmente acabar com vontade de Deus e, mesmo já citadas, não o foram com a lembrança que de que são intermediadas pela fé, como a certeza das coisas que não se veem.

Que Deus nos abençoe, nos ensine a cada dia muito mais do que esta excursão por fichas pautadas e cheias de citações pode fazer, e nos perdoe por nossa loucura, logo depois de livre arbítrio.


JOSIMAR DE ASSIS ROQUE JÚNIOR

Pastor da Igreja Batista Central de Rio Claro (SP)

josimaribc@gmail.com


EXTRAÍDO DE: www.ojornalbatista.com.br

Descer da cruz os crucificados



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Escrito por ALONSO GONÇALVES
16-Apr-2009

Em abril comemoramos a Páscoa, a maior festa cristã. Só entristeço-me em ver que o Natal continua sendo a data mais propagada e falada. É uma pena, porque o cristianismo não vive do nascimento de Jesus, mas sim de sua ressurreição. A base da nossa fé, o sentido da nossa esperança está na ressurreição. Embora o Novo Testamento apresente diversos relatos sobre a ressurreição de Jesus - os Evangelhos Sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas) interpretam a ressurreição de uma maneira diferente da do apóstolo Paulo, este desconhece o túmulo vazio e as aparições relatadas pelos Evangelhos, para ele a manifestação do Ressuscitado foi espiritual e revelacional para algumas testemunhas (1 Coríntios 15) - o fato é que a ressurreição de Jesus deu fôlego aos discípulos e dá fôlego à Igreja hoje.

Em que a ressurreição de Jesus tem contribuído para a visão da Igreja? Nós a reduzimos à conquista da salvação, algo que já estava determinado por Deus. O evento da morte e da ressurreição é a coroação dos planos de Deus para Jesus, seu filho. A teologia calvinista vai mais além e afirma que a morte-ressurreição foi limitada apenas para os eleitos e predestinados. Daí a teologia do sacrifício expiatório. Jesus morreu para recompensar a justiça divina. O filho nada mais é do que uma oblação ao pai.

A teologia bíblica nos mostrou outro quadro de Jesus. Não aquele pintado pelos concílios recheados de filosofia grega. Entretanto, um Jesus que foi vítima de sua própria mensagem: o Reino de Deus. É difícil, como atesta Rudolf Bultmann, tentar adivinhar a consciência messiânica de Jesus, se ele se via ou não como enviado predestinado de Deus, como o Messias esperado. O fato é que Jesus iniciou seu ministério anunciando o Reino de Deus, e não a si mesmo. Ele foi vítima de um sistema religioso que combinava poder, dinheiro e sagrado. Por não concordar com a maneira que o povo era tratado pelo poder religioso instituído ele ousou bater de frente e acabou com seus dias contados com o incidente do templo, no qual revirou mesas e expulsou cambistas. Vítima de seu discurso, ele foi torturado, maltratado e crucificado. Entretanto, ressuscitou.

A ressurreição de Jesus é uma ponte de esperança. Assim como ele enfrentou os opositores do reino, hoje enfrentamos também. O poder econômico que marginaliza todos os dias centenas de pessoas, principalmente em tempos de crise, quando os grandes executivos de multinacionais têm seus fundos preservados, enquanto os trabalhadores pagam com o desemprego as bobagens que são feitas no universo capitalista. A política feita no país de forma desavergonhada com favorecimento de obras e castelos medievais no interior de Minas Gerais. A violência que ceifa todos os dias vidas de adolescentes e jovens. A impotência do cidadão para mudar a maneira abusiva em que são cobrados os impostos, constatando ainda a ineficiência do Estado para sanar as necessidades básicas da população como transporte, educação, saúde, estradas, infra-estruturas e segurança. Diante disto, a ressurreição de Jesus é uma saída, uma luz no fim do túnel.

A Bíblia é bem clara quanto à predileção de Deus para com os fracos, pobres e marginalizados da sociedade. Jesus foi vítima de sua mensagem, o Reino de Deus, mas Deus ressuscitou um crucificado. Com isto, Deus não somente expressa seu poder sobre a morte, mas também sobre a injustiça e a marginalidade. A ressurreição é o aval divino para a mensagem de Jesus. Nos mostra ainda que a esperança não morreu com o crucificado, mas ela ressuscitou com o ressuscitado, o que dá esperança para os crucificados de hoje.

Esta aí a tarefa da Igreja. Como lugar-presença do Ressuscitado, a Igreja é a manifestação real desta cristologia. A ela é dada a tarefa de denunciar os valores contrários ao Reino de Deus, do discurso egoísta, do charlatanismo religioso vigente e da desumanização. Cabe à Igreja a tarefa de presenciar a misericórdia de Deus e o amor de Jesus para com o que sofre, de proporcionar meios de convivência e de comunhão na comunidade de fé e, principalmente, atualizar a mensagem do Reino de Deus e, assim como Jesus Cristo, descer da cruz os crucificados de hoje.

ALONSO GONÇALVES

Pastor da Igreja Batista Memorial em Iporanga (SP)

pralgoncalves@yahoo.com.br


EXTRAÍDO DE: www.ojornalbatita.com.br

Um sonho de Pastor!



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Escrito por WALMIR VIEIRA
15-Apr-2009

No ensaio anterior, cujo tema era “Um Sonho de Igreja” e que foi publicado na última edição de OJB, mencionei que por 25 anos fui pastor e por outros 25 fui ovelha. Boa parte desse tempo ovelha de meu querido pai - um bom pastor. Entretanto, também tive outros ilustres pastores. Tentei descrever naquele texto, como pastor, meu sonho de igreja (Sonho!). Nesta reflexão atrevo-me a tentar, resumidamente, traçar, como ovelha que fui e eventualmente sou, um perfil do que penso ser um pastor ideal. Ideal este que, reconheço, como pastor não alcancei nem acho que alcançarei plenamente. Nem nenhum pastor ou qualquer expoente bíblico (a não ser Jesus) alcançou. Mas, ainda assim, Deus pode misericordiosamente nos usa como usou os seus escolhidos no passado.

Como ovelha, estou ciente de que o padrão que traço é elevado demais para pessoas humanas como nós, com fragilidades e carências, ainda que dedicadas e cheias de boa vontade para bem servir.

Alguém que posso chamar de um pastor ideal, ou de “um sonho de pastor”, não existe na realidade. Nossa condição humana não nos permite. Porém, há muitos e muitos que estão bem próximos. Apresento aqui como que um modelo ou um alvo a ser buscado.

Para mim, alguém que posso chamar de “um sonho de pastor”:

Tem em seu coração uma inabalável convicção de chamada divina para o ministério e o prioriza, ainda que tenha que exercer uma outra atividade secular que lhe tome maior tempo. É um apaixonado pelo pastoreio e tem sábia segurança doutrinária (sem fundamentalismos nem liberalismos).

Gasta tempo com o preparo de seus sermões e outros estudos, o que percebemos em função da profundidade e riqueza com que aborda os temas e textos no púlpito. Está sempre comprando, lendo e indicando livros edificantes. Mantém-se permanentemente atualizado e em sintonia com as grandes questões que preocupam seus contemporâneos para ter respostas fundamentadas na Bíblia para elas. Ainda que, eventualmente, copie textos para as “pastorais” dos boletins dominicais, quando úteis, prefere, ele mesmo, escrevê-las. É notável sua crescente preocupação com o uso correto da Língua Portuguesa e de um vocabulário cada vez mais variado, reflexo de quem gosta de ler.

Busca, com bom senso, ser criativo na apresentação de seus sermões, no ensino, na organização dos cultos e no planejamento geral de igreja. Está sempre buscando coisas novas, construtivas e que mantenham a motivação elevada da igreja, fugindo do lugar-comum. Sabe implantar mudanças necessárias com paciência e prudência. Percebe as carências e deficiências da igreja em alguma área e logo promove cursos, conferências ou seminários para tentar supri-las.

Esforça-se por manter-se sempre bem disposto e entusiasmado. É zeloso no asseio corporal, inclusive bucal. Cultiva uma aparência saudável (evita, quando possível, a obesidade). Traja-se com bom gosto, discreta elegância e de conformidade com o contexto social e cultural de sua congregação.

Inspira-nos a uma vida de consagração e compromisso cristãos, não somente por suas palavras, mas, principalmente, pelo seu exemplo pessoal de retidão moral, piedade, pontualidade, responsabilidade, fidelidade, altruísmo e generosidade.

Cuida notadamente bem de sua família e da organização, proteção, finanças e sustento de sua casa, seu principal lugar de testemunho cristão e espaço de aconchego. Tem um ótimo relacionamento de amor com sua esposa e filhos, que o respeitam como pastor, pai e esposo e, sempre que possível, o ajudam no exercício de seu ministério. Seus vizinhos o tem, também, em respeito.

Gosta de ver o templo e as demais dependências de sua igreja sempre limpos e bem cuidados, com mobiliários confortáveis e funcionais e com equipamentos modernos e bem utilizados. Está sempre atento para que setores e serviços como secretaria, tesouraria, recepção, berçário, sala das crianças, sanitários, estacionamento, entre outros, funcionem bem e prestem o melhor atendimento possível. Além de causarem boa impressão aos que visitam a igreja.

Demonstra sincero amor e interesse pelo nosso bem, felicidade e crescimento cristão, independentemente de idade, raça, condição social ou intelectual que tenhamos. Trata-nos a todos imparcial e igualmente e busca estar junto de nós, apoiando-nos, aconselhando-nos e orando por nós e conosco nos momentos especiais de nossas vidas, como nascimento ou morte de um querido, aniversário, enfermidade, casamento, formaturas e outras celebrações de vitórias e vivências de agudas crises.

Possui um entusiasmado espírito missionário e evangelístico e de cooperação denominacional. Leva-nos a participar ativamente das campanhas missionárias e implementa, junto com a igreja, programas e estratégias variadas e criativas que tenham o objetivo de despertar o interesse dos não-crentes no entorno da igreja a conhecerem a Jesus Cristo como Salvador e Senhor e de nós, membros da igreja, para nos tornarmos melhores ganhadores de vidas para o Reino de Deus e capacitados e dedicados discipuladores. Tem uma visão de um Evangelho integral, isto é, toda salvação para o homem todo, em todo lugar a todo homem.

Ama, profunda e comprometidamente, a Jesus Cristo com todo o seu ser. Jesus é seu modelo e motivação de vida e ministério. Ainda que mostre-se humano e limitado, frágil e vulnerável, busca em Deus poder e graça para continuar firme no Senhor. Notamos sua intimidade com Deus e dedicação de um tempo de sua vida para oração e comunhão com ele. Nós, suas ovelhas, sentimos isso em seu viver e somos inspiradas e despertadas. Empenha-se em viver e nos ajudar a viver as qualidades do Mestre: paciência, humildade, mansidão, misericórdia, integridade, fé e dependência do Pai.

Reconheço que o perfil que tracei de “um sonho de pastor” é de difícil alcance. Porém, é um ideal. Conheço pastores que estão bem próximos desse ideal. Gente de Deus, realizando ministérios extraordinários, amados e apoiados pelas igrejas que pastoreiam. Sei de outros (bem poucos) que estão longe, desorientados. Sofrem e fazem a igreja sofrer. Ao invés de serem um sonho, tornam-se um pesadelo. Conheço também igrejas que têm líderes que impedem o pastor de se realizarem e se tornarem “um sonho”. Num próximo artigo refletirei sobre quando um pastor e uma igreja tornam-se um pesadelo um para o outro.

Mas, felizmente, a grande maioria está sinceramente buscando caminhar na direção de ser um pastor ideal, ou o mais próximo disso, lutando contra suas limitações e imperfeições e rogando a Deus que os aperfeiçoe a cada dia para que sejam pastores segundo o seu coração e a resposta do sonho de boas, verdadeiras e bem intencionadas ovelhas.

WALMIR VIEIRA

Pastor e ovelha

clicwv@hotmail.com


EXTRAÍDO DE: www.ojornalbatista.com.br

Repensando o calendário litúrgico, começando pela Semana Santa



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Escrito por JANDIRA C. N. LIMA
15-Apr-2009

A liberdade batista nos desobriga do uso de um calendário litúrgico. Entretanto, gostaria de iniciar uma reflexão sobre os benefícios que este traria para nossa comunidade de fé.

Ele nos auxilia a manter uma vida espiritual mais disciplinada e comprometida com o Reino de Deus, em vez de uma vida guiada apenas pelas emoções. Indica que devemos separar tempo devocional para a leitura da Bíblia, oração e quebrantamento pessoal, assim como o fez o povo de Deus no decorrer dos séculos de história da Igreja.

As leituras bíblicas dessa semana, que chamamos Santa, servem para nos orientar e ajudam a reviver os passos finais de Jesus Cristo na terra, capacitando-nos a proclamar com alegria sua Ressurreição. Os hinos referentes a essa temática também nos auxiliam, individual e coletivamente, a cantar com alegria: Aleluia, Cristo vive! Viva a nossa fé, podemos anunciar ao mundo o amor de Deus e a salvação por meio de Cristo.

A leitura atenta dos últimos acontecimentos da vida de Jesus, conforme narrados nos Evangelhos, ajuda-nos a compreender melhor a paixão e a ressurreição de Cristo. Auxilia-nos a recordar o sacrifício de Cristo. Esse rememorar também nos ajuda na correta participação da Ceia do Senhor, que comumente fazemos.

Agora, quando nos aproximamos da Semana Santa, eu me pergunto o porquê de os quatro evangelistas terem dedicado boa parte de seus escritos registrando os episódios da última semana de Jesus. Penso que eu também devo dedicar uma atenção especial a esses textos.

Comecemos pelo domingo, quando celebramos a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém no comumente chamado “Domingo de Ramos”.

Os quatro evangelistas registram que, por ocasião da Páscoa, uma grande multidão subia para Jerusalém. Jesus e seus discípulos também iam para as comemorações (Mateus 21.1-11, Marcos 11.1-11, Lucas 19.28-40 e João 12,12-19). Ao se aproximar de Jerusalém, junto ao Monte das Oliveiras, ele opta por entrar na cidade montado num jumentinho, assumindo assim sua missão messiânica conforme descrita pelo profeta Zacarias: “Alegre-se muito, povo de Sião! Moradores de Jerusalém cantem de alegria, pois o seu rei está chegando. Ele vem triunfante e vitorioso; mas é humilde, e está montado num jumentinho, filho de jumenta.” Zacarias 9.9.

Conhecedora da Escritura, ao vê-lo montar no jumentinho, a multidão se enche de entusiasmo e alguns estendem suas capas, outros espalham ramos pelo chão. Dentre a multidão estão muitas testemunhas oculares dos milagres realizados: cegos que haviam recuperado a visão, mudos que agora falavam, leprosos purificados, coxos que agora saltavam de alegria e Lázaro, que havia ressuscitado. Tanto os que iam à frente como os que vinham atrás começaram a gritar: “Hosana ao Filho de Davi! Que Deus abençoe aquele que vem em nome do Senhor! Hosana a Deus nas alturas do céu!” Mateus 21.9.

Os contemporâneos de Jesus esperavam um rei poderoso e guerreiro que os libertasse e trouxesse paz e prosperidade para o seu povo. Contrariando essas expectativas, Jesus opta por um messianismo anti-messiânico e se apresenta humilde, manso, pobre e servidor.

Obediente ao plano do pai, Jesus segue o caminho da cruz, caminho escolhido para realizar sua messianidade: libertação e redenção dos homens.

Descendo do monte Jesus avista Jerusalém. Pára deslumbrado pela sua beleza e chora pelo seu destino: “Ah! Jerusalém! Se hoje mesmo você soubesse o que é preciso para conseguir a paz! Mas agora você não pode ver isso. Pois chegarão os dias em que os inimigos vão cercá-la com rampas de ataque, e vão rodeá-la, e apertá-la de todos os lados. Eles destruirão completamente você e todos os seus moradores. Não ficará uma pedra em cima da outra, porque você não reconheceu o tempo em que Deus veio para salvá-la.” Lucas 19. 42-44 (NTLH).

A multidão, vendo-o chorar, se cala e assim prossegue. Quando Jesus entrou em Jerusalém toda a cidade ficou agitada e o povo perguntava: Quem é ele? E se pergunta: Quem é este?

A resposta nos vem dos pais e dos profetas: É a semente da mulher, que esmagará a cabeça da serpente. É o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi. É o Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. É o Renovo de Justiça; ele executará juízo e justiça na terra. É o Deus dos Exércitos, Senhor é o seu nome. É o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. É o Cristo, o Filho do Deus vivo.

E você? Qual é a sua resposta? O Deus dos céus responde: Este é o meu Filho amado, a ele ouvi. (Marcos 9.7).

Sugestão de leitura para a Semana Santa

Domingo de Ramos - Entrada triunfal em Jerusalém:
Salmo 21, Mateus 21.1-11, Marcos 11.1-11, Lucas 19.28-40, João 12.12-19 e Filipenses 2.6-11.

Segunda-feira Santa:
Isaías 42.1-7, Salmo 26, Mateus 21.12-22, Marcos 11.15-18, Lucas 19.45-48 e João 2.13-16.
Terça-Feira Santa:
Salmo 41, Mateus 26.24, Marcos 14.10-1, Lucas 22.1-6, João 13.1-33 e 36-38 e João 17.12.
Quarta-feira Santa:
Isaías 50.4-9, Isaías 51.17, Salmo 68, Mateus 26.36-46, Marcos 14.3-9 e 32-42, Lucas 22.39-46 e João 18.1-12.
Quinta-feira Santa da Ceia do Senhor:
Êxodo 12.1-8 e 11-14, Salmo 115, Mateus 26.17-30, Marcos 14.12-26, Lucas 22.7-23, João 13.1-15 e 1Coríntios 11.23-29.
Sexta-feira Santa da Paixão e Morte do Senhor:
Isaías 52.13, Isaías 53.1-12, Salmo 30, Hebreus 4.14-16, Hebreus 5.7-9, Mateus 27.27-61, Marcos 15.16-47, Lucas 23.33-56, João 18.40-19 e 42 e João 19.17-42.
Sábado Santo do Sepultamento do Senhor - Vigília Pascal:
Gênesis 1.1-2,2, Salmo 103, Gênesis 22.1-18, Isaías 55.1-11, Salmo 18, Salmo 41, Romanos 6.3-11, Salmos 117 e Mateus 27. 62-66.
Domingo de Páscoa da Ressurreição do Senhor:
Salmos 117, Mateus 28.1-10, Marcos 16.1-8, Lucas 24.1-12, João 20.1-9 e Colossenses 3.1-4.

JANDIRA C. N. LIMA
Mestre em Teologia Sistemático-pastoral pela PUC-Rio e membro da IB do Leme


EXTRAÍDO DE: www.ojornalbatista.com.br

Um dia qualquer



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Escrito por daniel
15-Apr-2009

Mais uma Páscoa em Jerusalém. A festa não é mais a mesma. Mercantilizou-se. Se Moisés estivesse vivo, certamente daria um fim a este escandaloso comércio de comida, animais e outros bichos em que se transformou a mais tradicional festa de nosso calendário religioso. Só se pensa em dinheiro, só se fala em dinheiro, só se age por dinheiro. No templo, os cambistas fazem o que querem, profanando de forma escancarada a casa do senhor. Aquilo lá se transformou num covil de salteadores.

Existem os mais de sete mil que não dobraram os joelhos a Mamom, porém este avassalador movimento de compra e venda não deixa muita margem para a celebração da verdadeira festa da nossa libertação. O melhor mesmo é nem ir ao templo. Em casa dá para ter uma Páscoa mais autêntica, já que a oficial está totalmente desmoralizada. A maioria dos que participam querem a festa pela festa, sem o mínimo interesse em saber de seu sentido espiritual.

As coisas seguem seu curso e a mesmice de sempre resulta num pesado cansaço emocional e moral. Tudo parece velho e passado. Até mesmo a presença dos soldados romanos, com seus belos uniformes, seus escudos de ferro, seus cavalos de pedigree e sua arrogância de donos do mundo, já não desperta a curiosidade de ninguém, especialmente dos moradores da cidade. A opressão banalizou-se. Aceitamos tudo passivamente. Parece que estamos ainda no Egito. A triste verdade é que existe entre os judeus um grande conformismo, calcado na idéia de que se temos o que comer e onde morar, tudo mais é aceitável, inclusive a ausência de liberdade. Nossa liderança política e religiosa é fraca e corrupta. Na realidade, é fraca porque é corrupta. Nada se pode esperar dela.

Uma outra coisa recorrente entre nós, e que também causa uma certa exaustão de espírito, é o surgimento, não se sabe como, nem de onde, dos libertadores de ocasião. Em Israel sempre aparece um aventureiro qualquer querendo ser o novo Moisés ou o novo Josué. A história de nossa nação está cheia deles. Geralmente acabam na masmorra ou no madeiro. Alguns tentam variar no estilo: em lugar de Moisés, Davi. Circula pela cidade a informação de que prenderam um certo Nazareno, oriundo da Galiléia, e cuja estratégia política seria a de aproveitar a Páscoa para declarar-se o novo rei de Israel, o restaurador da monarquia davídica, o Messias prometido pelos profetas.

Dizem que este indivíduo é dotado de superpoderes, sendo até mesmo capaz de ressuscitar mortos. Trata-se, sem dúvida, de uma propaganda poderosa, mas também de propaganda enganosa. Seria bom vê-lo ressuscitando a si mesmo. Talvez aí desse para acreditar nele. Os políticos fazem qualquer coisa para conquistar o poder. Prometem céus e terra para chegar lá. Quando chegam, fazem exatamente o contrário do que prometeram. São capazes de matar e morrer para alcançar seus objetivos. Na realidade, o Messias virá, mas sua ação libertadora será muito diferente da de um político convencional. Ele cuidará dos pobres, dos doentes, dos marginalizados. Ele, sim, ressuscitará os mortos, libertará os cativos e dará vista aos aos cegos. Humilhará até o chão os poderosos. Fará novamente de Israel uma nação sacerdotal que leve até aos pontos mais remotos da terra a luz da verdade divina. Seu reino não terá fim, como profetizou Isaías.

Do jeito que as coisas estão, nem toda a agitação da Páscoa fará com que esta sexta-feira deixe de ser um dia qualquer. É certo que nunca tivemos por aqui uma tempestade súbita tão violenta como a de hoje à tarde, mas ela, felizmente, durou pouco e não causou maiores problemas. Preciso ir a Jericó para resolver a compra daquele terreno, mas acho melhor deixar para uma hora mais oportuna. Não há como circular normalmente pelas estradas junto com estas enormes, sujas e barulhentas caravanas de peregrinos. Já vão tarde. Na verdade, é bom quando Jerusalém volta à sua rotina.

Mesmo que essa rotina inclua a execução de falsos profetas como este messias galileu. Eles o matam fora dos muros da cidade e dentro de três dias ninguém mais fala sobre o assunto. Se ainda não o executaram, isso se deve a alguma razão política relevante. Os romanos não dão ponto sem nó. Ainda mais quando aliados a essa lamentável casta sacerdotal que se assenta na cadeira de Moisés. A esperança dos israelitas fiéis é que um dia o Messias autêntico venha para dar um fim a tudo isso. Enquanto isso, temos que engolir essa contrafação cerimonial em que se transformou a Páscoa do Senhor.

Acho que este ano as ervas estão mais amargas e o cordeiro está mais triste.

MACÉIAS NUNES
Pastor da IB do Leme e membro do Conselho Editorial de OJB


EXTRAÍDO DE: www.ojornalbatista.com.br