sábado, 6 de setembro de 2008

Pai nunca se aposenta!



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Escrito por ANTONIO MENDES
03-Sep-2008

Diz o dito popular que: “Ser avô é ser pai duas vezes”.

Sendo assim, o vovô deve dar duas vezes mais exemplos para os netos, ser duas vezes mais cuidadoso com o testemunho, com as palavras, com os gestos e principalmente com sua vida diante de Deus.

Normalmente, os pais são os super-heróis dos seus filhos e estes, quando olham para o avô, devem ver um hiper-herói.

O vovô como crente no Senhor Jesus tem uma enorme responsabilidade na educação cristã dos seus netos. Não é dele a responsabilidade maior de ensiná-los, essa é dos pais, porém, lembre-se vovô, seus netos o observam e o têm como padrão.

Que exemplo transmite o avô que não vem à Escola Bíblica Dominical? Que não freqüenta os cultos de oração? Que não contribui para missões e nem é assíduo na igreja?

Imagine a frustração daquele neto que, ao terminar sua aula da EBD, sai correndo querendo mostrar o desenho de ovelhinhas recém-pintadas. Ele mostra para todos, mas onde está o vovô?

Aí, a criança começa a não entender porque o papai vem à igreja e o vovô não. E vêm as perguntas: O vovô não gosta de Jesus? O vovô não gosta da igreja? O vovô tem Jesus no coração?

Pais e vovôs, nenhum de nós se aposenta da responsabilidade e obrigação diante de Deus de ser modelos, conselheiros, amigos e guias para nossos filhos e netos.

A igreja de amanhã será aquilo que somos e ensinamos hoje para nossos filhos e netos. O vovô nunca será um pai aposentado.

“Desse modo vocês, seus filhos e seus netos temerão o Senhor, o seu Deus, e obedecerão a todos os seus decretos e mandamentos, que eu lhes ordeno, todos os dias da sua vida, para que tenham vida longa” (Dt 6.2).

ANTONIO MENDES - Pastor da PIB de Atibaia (SP)


EXTRAÍDO DE: www.ojornalbatista.com.br

Limites, uma ferramenta para a educação dos filhos.



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Escrito por SYLVIO MACRI
05-Sep-2008

Um dos grandes problemas quanto à educação dos filhos hoje em dia é o estabelecimento de limites.

Alguns pais acham que devem estabelecê-los, outros não. Alguns gostariam, mas não sabem como fazê-lo. E ainda outros são indiferentes a essa questão. A qual, aliás, tem sido amplamente discutida nos meios de comunicação, principalmente a TV, porém, nem sempre de maneira aceitável para os cristãos autênticos.

Do ponto de vista da família cristã, a abordagem desse assunto deve estar fundada na Bíblia, e ela é muito clara quanto a isto: existe uma hierarquia na família, que deve ser respeitada. Nessa hierarquia o papel dos filhos é obedecer aos pais, o que para Paulo significa “honrar os pais”, isto é, cumprir o quinto mandamento. Mas não se trata de uma ditadura dos pais, pois o apóstolo adverte a estes que “não provoquem a ira dos filhos, mas os eduquem dentro da disciplina e admoestação do Senhor” (Veja a passagem em Ef 6.1-4 e também Cl 3.20,21).

Quando falamos de estabelecer limites, estamos falando de exercer disciplina. A esse respeito temos um rico ensino no livro de Provérbios. Lá aprendemos que “as repreensões da disciplina são o caminho da vida” (6.23). Aprendemos também que, ao contrário do que se possa pensar, quem ama verdadeiramente os filhos castiga-os (13.24); que a criança não pode dirigir-se a si mesma, pois não tem sabedoria para tomar decisões, tendo uma tendência natural para cometer tolices, e por isso é preciso corrigi-la (29.15 e 22.15); e que a disciplina não é uma coisa negativa e sim positiva (23.13,14 – a linguagem aqui é muito interessante: o sábio diz que ao disciplinarmos não estamos “matando” os filhos, e, sim, “salvando a sua vida”).

Portanto, não há dúvida de que os pais cristãos têm não somente o direito, mas o dever de estabelecer limites. Em outras palavras, não é só uma questão de hierarquia ou autoridade, mas de sabedoria e de amor aos filhos. E outra coisa, ao estabelecer limites os pais criam uma situação de conflito potencial: o limite não pode ser ultrapassado, e se o for, deverá haver punição. A autoridade dos pais está sempre sendo desafiada, e se não houver punição quando houver transgressão, esta autoridade fica desmoralizada. Exercer disciplina é estabelecer limites e fazer com que sejam cumpridos.

Desde os primeiros dias a criança testa a autoridade dos pais. Por exemplo, quando resolve estabelecer os seus próprios horários para dormir e para alimentar-se. Cabe aos pais estabelecer horário e duração adequados para todas as atividades desde cedo. Dizem os especialistas em comportamento que se os pais começarem a ceder, já nessa época, perderão a autoridade sobre os filhos. Portanto, a este respeito não deve haver nenhum tipo de sentimentalismo (como, por exemplo: “ele é tão pequenino!”), e sim atitudes firmes e decisivas, para que as crianças saibam desde já quem detém a autoridade e aprendam a respeitá-la.

Se não são estabelecidos limites claros para as crianças, elas se tornam incapazes pelo resto da vida de distinguir entre o que é certo e o que é errado. Não se esqueçam de que os seus conceitos e o seu caráter estão em formação. Alguém precisa mostrar a elas de maneira simples e direta quando estão errando e quando estão acertando. Viver sob limites faz com que elas aprendam a exercer seus direitos sem descumprir seus deveres.

Mas lembrem-se os pais cristãos de que não podem errar neste ponto: o conhecimento do que é certo e do que é errado vem da Palavra de Deus. Se há algo com que a sociedade e suas instituições possam contribuir a este respeito, podem ter certeza que essa contribuição já está lá na Bíblia. Por isto os pais crentes não necessitam de outro padrão de ensino.

Como já dissemos, se os filhos são ensinados corretamente sobre o que é certo e o que é errado, quando cometerem erros deverão ser disciplinados. A punição pode ser desde uma simples advertência até um castigo severo, dependendo das circunstâncias, mas deverá acontecer, porque, se não, os filhos desenvolverão a noção de que as leis existem para serem transgredidas, e que não há problema nenhum em transgredi-las, já que não existe punição para os transgressores.

Uma das grandes tragédias da sociedade atual é justamente a impunidade, ou a noção dela, o que acaba contribuindo para o aumento da violência e da criminalidade. Os pais cristãos têm uma grande missão a desempenhar neste sentido: criar filhos disciplinados, que sirvam de exemplo para essa sociedade sem rumo e sem esperança, inculcando neles os princípios de justiça estabelecidos na Bíblia.

SYLVIO MACRI - Pastor da IB Central de Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro (RJ) - sylmacri@globo.com


EXTRAÍDO DE: www.ojornalbatista.com.br

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Adolescente, sim! Missionária, também!



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Escrito por FRANCISCO C. CORTES ALVES
02-Sep-2008

... levavam presa uma menina, que ficou ao serviço da mulher de Naamã” – 2Reis 5.2

Oficialmente, havia paz em Israel. Contudo, as tropas de Bene-Hadade, rei da Síria, continuavam a fazer incursões a Israel para levarem prisioneiros como despojo; isto no ano 850 a.C.

Um dia capturaram uma menina judia que não tinha mais de 15 anos. O nome dela não está registrado na Bíblia. Com certeza, é porque aquilo que se diz a seu respeito é tão impactante que o nome é de secundária importância.

A moça tornou-se criada da esposa do oficial de alta patente do rei. Naamã era competente e tinha muita influência. Era grandemente honrado pelo rei devido ao seu valor em combate e por sua reconhecida lealdade.

No auge da sua carreira, Naamã estava profundamente preocupado. Uma sombra caíra sobre a sua casa e não pôde ser afastada. Ficou constatado que o valoroso general era leproso. Diz a Bíblia que havia um “porém” na vida do general.

Quantas pessoas que conhecemos com tantas virtudes, entretanto com “porém” no seu caráter, no seu casamento, nos seus negócios e em suas vidas. Naamã era leproso, a mais terrível das doenças. Uma vez que a pessoa contraía lepra, era marginalizada para o resto da vida (Lv 13.45-46). Tratava-se de uma doença horrível e podia levar anos até que a morte libertasse a vítima do seu isolamento.

Naamã era já um homem morto. A sua morte física poderia demorar anos, mas, na realidade, para a esposa, para o seu senhor, os seus colegas, e para a menina, ele em breve já não existiria. Nenhum rei, nenhum troféu de vitória poderia evitar o seu isolamento social. Seria forçado a perambular fora dos muros da cidade como um pedinte. Cada pessoa que se aproximasse dele seria avisada para se afastar, pois era leproso. Era o “porém” da sua vida.

Naamã e a sua esposa tinham tentado manter a doença em segredo, mas em breve isso se tornaria impossível. O segredo havia se tornado conhecido – mesmo a criada estava consciente dessa situação chocante.

A menina-escrava não se enchera de amargura por causa do cativeiro. A sua fé em Deus, aprendida no lar dos pais, tinha-a livrado disso. Sujeitava-se aos seus superiores e por isso confiavam nela.

Sim, os seus senhores tinham um problema. Mas não era verdade que os problemas existem para serem levados a Deus? Não sabiam estes sírios que Deus tinha um servo na terra – Eliseu? Ele era um homem muito honrado na terra dos seus pais. Assim, ela aproximou-se da sua senhora com uma proposta muito natural: “Oxalá que o meu senhor estivesse diante do profeta que está em Samária; ele o restauraria da sua lepra” (2Rs 5.3). Ainda que menina, ela reconhecia a autoridade de Eliseu como profeta, como homem de Deus, a serviço de Deus.

Quão bom será que nos dias em que vivemos os adolescentes, jovens e adultos das nossas igrejas; identifiquem, reconheçam e valorizem aqueles que verdadeiramente são de Deus profetas, são ungidos do Senhor para ministrar cura às almas feridas e dar direção aos perdidos, revelando-lhes o caminho do Senhor.

Algumas palavras apenas, mas que diferença fez. Em vez de morte certa, havia uma possibilidade de vida! A senhora considerou seriamente as suas palavras, e Naamã achou que eram importantes, por isso as comunicou ao rei. Este ordenou que imediatamente a caravana partisse, levando muitos presentes para o profeta Eliseu, em Samária.

Quando Naamã voltou, não estava apenas curado da sua horrível doença – a sua pele limpa e sem manchas, com o aspecto da pele saudável como um jovem – mas o processo de cura havia sido muito mais profundo. O seu coração fora tocado. Agora ele tinha confiança no Deus de Israel. E disse: “Eis que tenho conhecido que em toda a terra não há Deus senão em Israel” (2Rs 5.15). Em vez de adorar ídolos, tornou-se adorador do Deus vivo.

Nada mais se diz acerca da menina cuja vida foi descrita em duas frases. Todavia, alguns aspectos da sua vida são impressionantes. Primeiro, ela deve ter sido uma serva excelente que desempenhava bem o seu trabalho. Alguém disse: “O que tu fazes fala tão alto que não consigo ouvir o que tu dizes”. Ela viveu cedo demais na história para ter lido as palavras de Tiago, que diz que a fé da pessoa é provada pelas obras (Tg 2.14 e 26), contudo praticava o que Tiago pregou. As suas obras haviam preparado uma oportunidade para as palavras. Ela foi ouvida atentamente.

Segundo, ela não se manteve em silêncio, com timidez. Não pensou que era demasiado nova para ter alguma coisa importante a dizer (1Tm 4.12). Tampouco, sentiu que a sua posição fosse demasiado baixa para poder ser ouvida. Em vez disso, viu uma pessoa em grande dificuldade e creu que o Deus de Israel podia satisfazer essa necessidade. Confiou que Yahweh-Ropheka (Ex 15.26), curaria Naamã da sua terrível doença. Foi só isso que ela disse, umas simples e poucas palavras, mas o resultado foi significativo. Um futuro completamente novo se abriu para Naamã.

Umas simples palavras trouxeram nova vida a um homem, esperança para a sua família e apoio para o seu rei. Umas simples palavras chamaram a atenção e trouxeram honra para o Deus de Israel. Essa menina continua a falar às pessoas, hoje, através das palavras que ficaram registradas sob direção do Espírito Santo, muito depois de ela ter morrido. A história jamais poderá apagar o que ela disse e fez diante de Deus e dos homens.

Não disse muito, mas o que disse revelou a sua fé – uma fé que foi provada pela dura realidade, uma fé que serviu ao povo ao seu redor. Por causa da sua fé uma vida foi transformada, conseqüentemente, uma família foi abençoada.

Adolescente, sim! Missionária, também!


FRANCISCO C. CORTES ALVES - Igreja Evangélica Batista Água Verde,
Curitiba (PR) - revcarloscortes@hotmail.com

EXTRAÍDO DE: www.ojornalbatista.com.br

Cresce o número de casos de Aids entre os jovens

Cresce o número de casos de Aids entre os jovens
(ENVOLVERDE) Um relatório divulgado pelo Programa das Nações Unidas para a Aids (Unaids), em julho deste ano, indicou que o número de novas infecções pelo vírus HIV entre 2001 e 2007 caiu 10% na população mundial. A taxa passou de 3 para 2,7 milhões. Porém, o mesmo documento revelou que a doença está se espalhando com força entre os jovens: 45% dos novos casos foram notificados em indivíduos de 13 a 24 anos. Paradoxalmente, a quantidade de informações ao alcance dos jovens sobre a doença é cada vez maior.

No Brasil, segundo o Ministério da Saúde e o Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), que realizaram uma pesquisa entre os anos 1998 e 2005 com 5 mil pessoas, o número de casos de contágio na juventude cresce desde o início da pandemia, em 1980. Para o diretor-adjunto do Programa Nacional de DST e Aids do Governo Federal, Eduardo Barbosa, a explicação para isso é que, hoje, os jovens parecem ter menos medo de contrair a doença do que gerações passadas.

“Os jovens desta geração não viveram a fase inicial, na década de 1980, quando havia uma exposição de casos problemáticos e dramáticos, como o do Cazuza”, diz Barbosa. “O problema é que a Aids ainda é vista como a doença do outro, ou seja, ninguém acredita que vai ser contaminado pelo vírus. Além disso, ela não mata como fazia nos anos 80 e existe tratamento para viver com ela”, acrescenta.

No entanto, pesquisas de comportamento sexual mostram que 94% dos jovens brasileiros, independentemente do sexo, faixa etária ou escolaridade, sabem que o preservativo previne de forma eficaz a transmissão do vírus. Segundo a Unaids, no mundo, em 1986, apenas 9% dos jovens afirmavam que usavam camisinha continuamente. Em 1998, o número subiu para 49%. Em 2005, 60% dos garotos e garotas no mundo já estavam usando o preservativo nas relações sexuais.

Porém, Barbosa acredita que ainda falta uma tomada de atitude que gere uma mudança de comportamento. “Os jovens devem entender que uma doença de transmissão predominantemente sexual, com vírus circulante na população, qualquer pessoa que tenha relação sexual desprotegida pode estar em risco de se infectar pelo HIV”.

Fonte: www.envolverde.ig.com.br

EXSTRAÍDO DE: www.ultimato.com.br

Depois do Casamento-DJ Alpiste.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Pornocultura e gravidez precoce.



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Escrito por CARLOS ALBERTO DI FRANCO
06-Aug-2008

Este texto foi retirado de O Estado de São Paulo, edição de 14 de julho de 2008. O pr. Araúna dos Santos enviou-o a OJB. Por ser oportuno, o publicamos.

Os resultados da Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher mostram um aumento no número de mulheres que estão iniciando a vida sexual mais cedo. O estudo, publicado em matéria do jornal O Globo, detectou que o porcentual de jovens que têm a primeira relação sexual aos 15 anos saltou de 11% para 32%. O total de adolescentes com idade entre 15 a 19 anos que se declararam virgens caiu de 67,2%, em 96, para 44,8% em 2006.

Para estudiosos, a precocidade na vida sexual é um desafio a ser enfrentado pelo governo. “É um número preocupante e que merece toda a nossa atenção”, disse o ministro da Saúde, José Gomes Temporão.

As meninas estão também se tornando, cada vez mais, mães prematuras. O número de grávidas de 15 anos quase dobrou nos últimos dez anos: saltou de 3% para 5,8%. Segundo o estudo, 32% das mulheres de 15 a 19 anos mantiveram a primeira relação sexual com 15 anos ou menos.

O quadro, impressionante e preocupante, poderá levar, mais uma vez, aos diagnósticos superficiais e, por isso, míopes: investir mais dinheiro público em campanhas em favor do chamado “sexo seguro”. A camisinha será a panacéia para conter a epidemia da gravidez precoce. Continuaremos, todos, de costas para a realidade. Sucumbiremos, outra vez, à síndrome do avestruz. Cuidaremos das conseqüências, mas contornaremos suas verdadeiras causas: a hipersexualização da sociedade e o medo de educar.

O governador de São Paulo, José Serra, quando ministro da Saúde do governo FHC, comprou uma briga com a apresentadora de TV Xuxa Meneghel. Serra, então, foi curto e grosso ao analisar as principais causas do crescimento da gravidez precoce: “É um absurdo acreditar que a criança vá ter maturidade para ter um filho com essa idade. Pregar a abstinência sexual de meninas de 11 a 14 anos não significa ser careta, mas responsável”. O ex-ministro responsabilizou a programação das TVs, considerando absurdas as cenas de sexo. “Já morei em dez países e em nenhum deles vi tanta exploração de sexo”, enfatizou Serra. A preocupação do então ministro, cuja trajetória pessoal e política não combina com histerias conservadoras, era compreensível e lógica. Apoiava-se, afinal, no bom senso e na força dos fatos. De lá para cá, como mostra a mais recente pesquisa demográfica, as coisas não melhoraram. Pioraram. E muito.

A culpa, no entanto, não é só da TV, que freqüentemente apresenta bons programas. É de todos nós – governantes, formadores de opinião e pais de família –, que, num exercício de anticidadania, aceitamos que o país seja definido mundo afora como o paraíso do sexo fácil, barato, descartável. É triste, para não dizer trágico, ver o Brasil ser citado como um oásis excitante para os turistas que querem satisfazer suas taras e fantasias sexuais com crianças e adolescentes. Reportagens denunciando redes de prostituição infantil, algumas promovidas com o conhecimento ou até mesmo com a participação de autoridades públicas, crescem à sombra da impunidade.

O governo, acuado com o crescimento da gravidez precoce e com o crescente descaso dos usuários da camisinha, pretende investir pesadamente nas campanhas em defesa do preservativo. A estratégia não funciona. Afinal, milhões de reais já foram gastos num inglório combate aos efeitos. O resultado está gritando na pesquisa mencionada neste artigo. A raiz do problema, independentemente da irritação que eu possa despertar em certas falanges politicamente corretas, está na onda de baixaria e vulgaridade que tomou conta do ambiente nacional. Hoje, diariamente, na televisão, nos outdoors, nas mensagens publicitárias, o sexo foi guindado à condição de produto de primeira necessidade.

Atualmente, graças ao impacto da TV, qualquer criança sabe mais sobre sexo, violência e aberrações do que qualquer adulto de um passado não tão remoto. Não é preciso ser psicólogo para que se possam prever as distorções afetivas, psíquicas e emocionais dessa perversa iniciação precoce. Com o apoio das próprias mães, fascinadas com a perspectiva de um bom cachê, inúmeras crianças estão sendo prematuramente condenadas a uma vida “adulta” e sórdida. Promovidas a modelos, e privadas da infância, elas estão se comportando, vestindo, consumindo e falando como adultos. A inocência infantil está sendo assassinada. Por isso, a multiplicação de descobertas de redes de pedofilia não deve surpreender ninguém. Trata-se, na verdade, das conseqüências criminosas da escalada de erotização infantil promovida por alguns setores do negócio do entretenimento.

As campanhas de prevenção da aids e da gravidez precoce batem de frente com novelas e programas de auditório que fazem da exaltação do sexo bizarro uma alavanca de audiência. A iniciação sexual precoce, o abuso sexual e a prostituição infantil são, de fato, o resultado da cultura da promiscuidade que está aí. Sem nenhum moralismo, creio que chegou a hora de dar nome aos bois, de repensar o setor de entretenimento e de investir em programação de qualidade.

O custo social da gravidez precoce é brutal. Repercute direto na fatura da saúde pública, despedaça a juventude, compromete a educação e desestrutura a família. A solução não está no marketing dos preservativos, mas num compromisso sério com a família e a educação.

O resgate da juventude passa pelas políticas públicas de recuperação da família e de investimentos na educação integral. Família sadia e boa educação são, em todo o mundo, a melhor receita para uma sociedade amadurecida. Trata-se de uma responsabilidade que deve ser exigida e cobrada pela sociedade e pelos eleitores.

CARLOS ALBERTO DI FRANCO - Diretor do Master em Jornalismo (www.masteremjornalismo.org.br), professor de Ética e doutor em Comunicação pela Universidade de Navarra, é diretor da Di Franco – Consultoria em Estratégia de Mídia


EXTRAÍDE DE: www.ojornalbatista.com.br

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

“Se estes se calarem...”



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Escrito por ISALTINO GOMES COELHO FILHO
06-Aug-2008

Ao que ele respondeu: Digo-vos que, se estes se calarem, as pedras clamarão” – Lucas 19.40

Com base nestas palavras de Jesus, vez por outra, alguém, desafiando a igreja à obra missionária, diz que se não proclamarmos o evangelho, as pedras clamarão. A afirmação é bem intencionada, mas merece reparos, pois Jesus não disse isto. Este equívoco vem se repetindo há muito tempo em nosso meio, e é um tiro no pé.

O contexto do texto esclarece bem. Os discípulos, entusiasmados com a entrada de Jesus em Jerusalém, começaram a louvar a Deus e a gritar: “Bendito o Rei que vem em nome do Senhor; paz no céu e glória nas alturas”. Incomodados, os fariseus pediram a Jesus que os repreendesse. Foi então que ele deu a resposta contida em Lucas 19.40. Que é bem específica: “se estes se calarem”. Que ele era o Rei prometido, o Messias esperado, era tão gritante, que se seus discípulos se calassem, as pedras proclamariam isto. O contexto não é de evangelização ou missões. Jesus não disse que pedras evangelizariam. Só seus seguidores podem fazer isto.

A tarefa de pregar o evangelho é tão restrita aos discípulos de Jesus, que os anjos gostariam de desempenhar esta tarefa (1Pe 1.12) e não conseguiram o privilégio.

Na realidade, se não evangelizarmos nem fizermos missões, ninguém o fará. E se fosse assim, se as pedras clamassem em nosso silêncio, melhor seria acabar com as juntas missionárias e enviar caminhões de brita para os campos.

Investir na obra missionária, manter missionários, orar pelos pregadores do evangelho e dar-lhes condições de viverem e desempenharem sua tarefa é responsabilidade de toda a igreja de Cristo. Os obreiros cristãos em geral, e os missionários em particular, não são fracassados que, não dando certo na vida secular, optaram pela caridade eclesiástica. São pessoas que têm uma visão espiritual e comprometeram suas vidas com o evangelho. Não são inferiores, mas pessoas com uma vocação específica, inspirada pelo Espírito Santo.

Missões estaduais é uma lembrança de que missões começam perto de nós. Não é apenas a lugares distantes que devemos ir, mas ao nosso bairro e cidade (missões urbanas), estado (missões estaduais), ao Brasil (nacionais) e ao mundo (missões mundiais).

No encerramento do congresso de evangelização mundial de Lausane, Suíça, que visou despertar a liderança evangélica para a evangelização do mundo, Billy Graham pregou o sermão de encerramento. O título foi “Por que Lausane?”. Ele encerrou uma fantástica pregação com esta pergunta e deu a resposta: “Para que o mundo inteiro ouça a sua voz”.

Missões é a obra da igreja para que o mundo inteiro ouça a voz de Deus, voz que se encarnou na pessoa de Jesus. É uma obra que desafia a todos nós e que pede engajamento de toda a igreja. Não fique de fora. As pedras não farão o que devemos fazer. Ore por missões, contribua para missões, engaje-se em missões. Também é responsabilidade sua fazer com que o mundo inteiro ouça a voz de Deus.

ISALTINO GOMES COELHO FILHO - Pastor da IB do Cambuí, Campinas (SP)

EXTRAÍDO DE: www.ojornalbatista.com.br